Empresas precisam fazer um planejamento de cenários no período que antecede as eleições

Este ano os brasileiros vão eleger o novo presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. O primeiro turno está marcado para 7 de outubro e o segundo turno, que certamente acontecerá, será em 28 de outubro. Neste momento há uma completa indefinição de quem será o próximo presidente da República. Aliás, não se sabe ainda nem quem serão os candidatos, que somente serão definidos no período de 20 de julho a 5 de agosto, quando as convenções partidárias apontarem seus representantes. Entretanto, as empresas não podem esperar até o fim das eleições para tomar decisões estratégicas. É preciso que elas façam urgente um planejamento de cenários.

De acordo com o consultor de Inteligência Competitiva, Alfredo Passos, o planejamento de cenários não é uma adivinhação, mas sim a busca da existência de alguns cenários possíveis e analisar os pressupostos que fundamentam cada um deles.

Grandes empresas, por exemplo, têm equipes de planejamento de cenários extremamente sofisticadas, com processos de desenvolvimento de cenários que levam meses. Porém, é possível que empresas de médio e pequeno porte possam fazer um planejamento em menos tempo, porém utilizando alguma metodologia.

Neste sentido, é fundamental coletar informações sobre o macroambiente, ou seja, fatores demográficos, econômicos, meio-ambiente, tecnológicos, político-legais e socioculturais. E em seguida, realizar a análise sobre as oportunidades e ameaças não só para a empresa em si, como para o mercado.

O próximo passo é dividir as tendências em duas categorias. A primeira é formada pelos fatores predeterminados, ou seja, fatos que sabemos que vão acontecer, como por exemplo, o envelhecimento da população brasileira, versus as incertezas, que é a segunda categoria, ou seja, será que o carro sem motorista será realmente aceito?

E a partir dessa coleta de informações, da divisão em duas categorias, elabora-se um relatório escrito sobre cada um dos cenários. A equipe que irá desenvolver esse trabalho precisa ser multidisciplinar e contar com um profissional externo para equilibrar os pensamentos ou as ideias que já estão presentes na cultura da empresa. As experiências merecem respeito e cuidado, mas não podem ser as bases para elaboração de cenários, uma vez que o futuro não repete o passado, e isso faz algum tempo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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