Para se tornarem mais produtivas e competitivas empresas investem mais em tecnologia

As empresas de uma forma geral estão investindo cada vez mais em tecnologia de informação. Além de dobrar as chances de se tornarem mais competitivas e produtivas, este tipo de investimento permite que as companhias aumentem suas vendas, sem elevar o custo fixo.
Eu conversei com o CEO da Pipefy, Aléssio Alionço, e ele me disse que diante deste quadro, o mercado de startups está explodindo. A startup curitibana Pipefy, por exemplo, é hoje uma referência global em plataforma especializada no gerenciamento de processos para empresas. Ela desenvolve um software em nuvem para que empresas possam gerenciar todos os seus processos. Trata-se de uma solução disruptiva e sua plataforma é robusta o bastante para comportar processos complexos de grandes empresas e bancos, mas também bastante simples para que qualquer pessoa possa configurar seus processos sem conhecimento de programação.
Em 2015, ano de sua fundação, foi selecionada para participar do programa de aceleração da 500startups, uma das maiores aceleradoras do Vale do Silício, na Califórnia. Durante o período de aceleração, foi a empresa que mais cresceu entre as 30 participantes, ganhando o voto de confiança de grandes fundos de investimentos. Em 2016, a startup retornou a Curitiba, iniciando suas operações. Hoje, a Pipefy atende mais de 20 mil empresas de médio e grande porte, em 150 países. Em 2017, cresceu cinco vezes em relação ao ano anterior e a previsão para 2018 é triplicar o crescimento.
Agora, mesmo trabalhando e ganhando dinheiro na área de tecnologia, Aléssio Alionço, me disse que está preocupado com as mudanças gigantescas que vão acontecer nos próximos anos e que terão grande impacto nos empregos. Segundo ele, o software está comendo o planeta e depois de uma revolução industrial, hoje estamos em plena revolução do conhecimento, quando a inteligência artificial deve acabar com 70% dos empregos. De acordo com o CEO da Pipefy, o robô não substitui o homem, que ainda tem o poder de decisão, mas dá dez vezes mais produtividade para as empresas. Isso significa que a riqueza que antes vinha sendo distribuída para os trabalhadores, hoje começa a ser passada para as empresas fornecedoras de software. E esse é um grande desafio a ser enfrentado.
Programa de talentos
Quanto ao investimento em talentos, a Pipefy tem uma política de longo prazo, porque considera esta uma questão estratégica para a empresa e para o país. Neste sentido, a empresa criou o programa de jovens talentos “Pipefy Young Guns”, que está em sua segunda edição. O programa é voltado a universitários e recém-formados que desejam participar da construção de uma empresa global. Nesta segunda edição do programa (a primeira foi no ano passado), a startup registrou 1.480 inscritos, número superior à primeira edição, quando foram 1.100 inscrições. Dos inscritos, 1.258 são provenientes de Curitiba e região. Os demais vieram de várias cidades das cinco regiões do País. Há também inscritos de outras nacionalidades, de países como Estados Unidos, Argentina, Itália, Alemanha, Síria, Espanha, Cuba, Índia, Paraguai e Colômbia. Cerca de 55% dos jovens inscritos foram do sexo masculino e 45% do sexo feminino. A maioria deles, quase dois terços, ainda está na faculdade. O terço final é composto por recém-formados.
Do universo de inscritos, a Pipefy selecionou para a próxima fase do processo, em curso com dinâmicas de grupo e entrevistas, 979 candidatos. Destes, cerca de 15 serão escolhidos ao final, para participar do programa Pipefy Young Guns. Aqueles que se saírem bem ao longo do programa poderão ser efetivados ao final, e o que mais se destacar passará por um treinamento complementar no escritório da Pipefy no Vale do Silício, na Califórnia.








