Poder de compra das mulheres cresce cada vez mais e atrai empresas que até então estavam voltadas exclusivamente ao público masculino

Quando se fala sobre o mercado voltado para o público feminino é muito comum pensar em moda, estética e beleza. No entanto, essa realidade está mudando. Mercados com produtos que antes eram exclusivamente focados no público masculino passaram a se interessar no universo feminino e a criar campanhas exclusivas.

Um bom exemplo são as cervejeiras e as empresas de artigos esportivos. É só prestar atenção para ver como as campanhas publicitárias que envolvem marcas de bebidas mudaram nestes últimos anos. A jovem de biquíni ou a garçonete de roupas sensuais estão sendo substituídas pela mulher empoderada e consumidora. É que no caso de bebidas alcoólicas, a penetração no mercado entre mulheres e homens é hoje quase a mesma, diferindo apenas o gasto e a frequência de compra, que são mais baixos entre elas.

Uma pesquisa da Nielsen mostrou que a cerveja é o produto de maior penetração pelo público feminino, seguida do vinho. As mulheres despojadas aumentaram o preço unitário do produto em 12%, enquanto os homens aumentaram em 9%. Uma grande oportunidade para esse público é a maior oferta de cervejas premium, uma vez que elas associam luxo, ocasião especial e modernidade a essa categoria.

Outro mercado que passou a dar atenção especial para as mulheres foi o dos produtos de materiais esportivos. Analistas dizem que o mundo dos artigos esportivos permanecia principalmente concentrado e controlado por homens, como consequência da falta de foco no mercado feminino, que durava décadas e mantinha a diferença de gêneros mesmo nos esportes modernos. Porém, empresas visionarias como a Adidas e Nike saíram à frente da concorrência e criaram uma divisão exclusiva para mulheres que vai muito além de utilizar as cores rosa ou roxo nos seus modelos.

Eu conversei com alguns especialistas em vendas, e eles me disseram que a tendência para os próximos anos é que a mulher supere o potencial de compra masculino. Neste sentido, as marcas e empresas que se focarem nesse mercado certamente aumentarão seus lucros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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