Vender uma empresa não significa assinar seu atestado de falência, mas é preciso escolher a melhor forma para encontrar um comprador
Muitos empresários acreditam que vender o seu negócio é o mesmo que assinar um atestado de falência. E a maioria dos empreendedores tem arrepios só de pensar em entregar um negócio de muitos anos para o concorrente ou investidores. Neste caso, a dica é praticar o desapego na hora da venda. É que na maior parte das vezes o investidor aposta no empreendedor e se ele vê que a empresa está em dificuldades, mas simpatiza com o empresário, certamente manterá o antigo dono no negócio.
Aliás, essa é uma decisão sensata de ambas as partes, uma vez que algumas negociações têm sido fechadas com a opção do ex-dono permanecer na empresa, formando uma gestão compartilhada. Ou seja, o comprador tem a garantia de que vai receber o know-how e o vendedor, o dinheiro. Existem hoje várias alternativas de venda de empresas. A primeira delas é contar com a ajuda de um consultor financeiro, que otimizará o valor da venda, preparará o material necessário para a transação, conversará com potenciais investidores, de forma confidencial, e procurará negociar o melhor valor de negociação. Bons assessores financeiros selecionam as empresas com as quais trabalharão, pois uma parte da sua remuneração dependerá o êxito da venda e do seu valor.
A segunda opção é anunciar em sites de venda, ou buscar a ajuda de corretores e conhecidos. Em qualquer um desses casos, o número de potenciais interessados será menor, e dificilmente se conseguirá defender um bom valor sem uma avaliação e sem documentação nos padrões do mercado. Também não há o fator confidencial. Portanto, os clientes e funcionários poderão saber que a empresa está sendo vendida. Ao contrário, quando a empresa contrata um consultor financeiro, ele fará o contato com os potenciais investidores, e só revelará o nome do estabelecimento e passará as informações quando os potenciais interessados assinarem o acordo de confidencialidade. Desta forma, os funcionários, concorrentes e clientes só saberão da venda uma vez assinado o acordo de compra-venda.
Outra opção é o processo de venda restrito. A dificuldade é que quando não se contrata um consultor financeiro, na prática, o empresário não consegue falar com muitos investidores. Nestes casos é importante não fechar o negócio com o primeiro interessado que aparecer, pois a empresa poderá ser vendida por um valor abaixo do que ela realmente vale.








