Vender uma empresa não significa assinar seu atestado de falência, mas é preciso escolher a melhor forma para encontrar um comprador

Muitos empresários acreditam que vender o seu negócio é o mesmo que assinar um atestado de falência. E a maioria dos empreendedores tem arrepios só de pensar em entregar um negócio de muitos anos para o concorrente ou investidores. Neste caso, a dica é praticar o desapego na hora da venda. É que na maior parte das vezes o investidor aposta no empreendedor e se ele vê que a empresa está em dificuldades, mas simpatiza com o empresário, certamente manterá o antigo dono no negócio.

Aliás, essa é uma decisão sensata de ambas as partes, uma vez que algumas negociações têm sido fechadas com a opção do ex-dono permanecer na empresa, formando uma gestão compartilhada. Ou seja, o comprador tem a garantia de que vai receber o know-how e o vendedor, o dinheiro. Existem hoje várias alternativas de venda de empresas. A primeira delas é contar com a ajuda de um consultor financeiro, que otimizará o valor da venda, preparará o material necessário para a transação, conversará com potenciais investidores, de forma confidencial, e procurará negociar o melhor valor de negociação. Bons assessores financeiros selecionam as empresas com as quais trabalharão, pois uma parte da sua remuneração dependerá o êxito da venda e do seu valor.

A segunda opção é anunciar em sites de venda, ou buscar a ajuda de corretores e conhecidos. Em qualquer um desses casos, o número de potenciais interessados será menor, e dificilmente se conseguirá defender um bom valor sem uma avaliação e sem documentação nos padrões do mercado. Também não há o fator confidencial. Portanto, os clientes e funcionários poderão saber que a empresa está sendo vendida. Ao contrário, quando a empresa contrata um consultor financeiro, ele fará o contato com os potenciais investidores, e só revelará o nome do estabelecimento e passará as informações quando os potenciais interessados assinarem o acordo de confidencialidade. Desta forma, os funcionários, concorrentes e clientes só saberão da venda uma vez assinado o acordo de compra-venda.

Outra opção é o processo de venda restrito. A dificuldade é que quando não se contrata um consultor financeiro, na prática, o empresário não consegue falar com muitos investidores. Nestes casos é importante não fechar o negócio com o primeiro interessado que aparecer, pois a empresa poderá ser vendida por um valor abaixo do que ela realmente vale.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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