Transporte aéreo de cargas apresenta recuperação e cresce 4,1% em abril
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association) divulgou os resultados dos mercados globais de carga aérea que mostram aumento na demanda, medida em quilômetros por toneladas de carga (FTKs), de 4,1% em abril de 2018, em comparação ao mesmo período do ano anterior, uma alta em relação ao índice de 1,8% da demanda anual registrada em março de 2018.
A capacidade de carga, medida em quilômetros por toneladas de carga disponíveis (AFTKs), subiu 5,1% em abril de 2018 na comparação ano a ano. Esta foi a segunda vez em 21 meses que o crescimento da capacidade superou o crescimento da demanda. Após uma queda acentuada em março de 2018, atingindo valor mínimo em 23 meses, o volume global de carga aérea teve uma leve recuperação em abril de 2018. O ritmo de crescimento da demanda, no entanto, permanece muito mais lento do que em grande parte de 2017.
Este crescimento menor da carga aérea deve-se principalmente ao fim do ciclo de reabastecimento, durante o qual as empresas aumentam rapidamente seu estoque para atender à demanda inesperadamente alta. Isso está de acordo com os fatores de aumento de demanda que estão se afastando dos níveis favoráveis vistos no ano passado. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI) para pedidos de manufatura e exportação caiu em abril de 2018, atingindo seu nível mais baixo desde 2016. O comércio global também apresentou ritmo menor, com desaceleração da demanda por carga em contêiner associada à demanda de carga aérea. Os volumes de carga com ajuste sazonal continuam sem alteração.
“O mês de abril viu um fortalecimento da desaceleração do crescimento que ocorreu em março. Esta é uma boa notícia. Continuamos otimistas de que a demanda aumentará 4% este ano. Mas a previsão pode envolver uma queda maior. Os preços do petróleo continuam subindo, assim como a retórica protecionista. As fronteiras abertas às pessoas e ao comércio impulsionam o crescimento econômico e a prosperidade social. As desvantagens são para todos quando elas se fecham”, disse Alexandre de Juniac, Diretor Geral e CEO da IATA.


