Negócios no mercado de temperos são uma boa opção para empreender, pois a demanda vem crescendo e a concorrência entre fabricantes é pequena

Nos últimos dias eu fui questionada por futuros empreendedores sobre a viabilidade de negócios no mercado de temperos secos. Pois bem, o que eu posso afirmar é que historicamente os temperos sempre ofereceram boas oportunidades de negócios. E isso pode ser comprovado por números, uma vez que este segmento movimenta por ano, em termos globais, nada menos do que US$ 15 bilhões. Apesar da grande demanda de temperos no país, o Brasil possui poucos produtores explorando esse mercado. Além disso, não há grandes barreiras para a entrada nesse segmento e o empreendedor pode optar por pequenas, médias ou grandes produções devido a versatilidade de clientes. No entanto, é necessário se adequar a alguns aspectos para evitar erros que prejudiquem a produção. Portanto, montar uma fábrica de temperos pode ser uma grande oportunidade de investimento.

E isso se baseia também no fato do setor de alimentos ser um dos que mais cresce no Brasil, mesmo com a crise. É que as indústrias alimentícias têm buscado soluções para fornecer produtos que se destacam no mercado. Neste sentido, os temperos se apresentam como um dos principais diferenciais em um alimento, eles dão sabor, aroma e alteram completamente a experiência de alimentação.

Quanto à localização de uma fábrica de temperos, o empreendedor deve levar em conta os seus clientes como supermercados, quitandas, mercados regionais, indústrias alimentícias, entre outros comércios, e seus fornecedores de insumos. Outros aspectos que devem ser observados são a disponibilidade e custo de energia, água e saneamento, existência de mão de obra e se há incentivos fiscais na região.

Outra vantagem do negócio é que o processo de fabricação de temperos é simples. Para temperos secos, primeiramente há a etapa de seleção e limpeza da matéria prima, na sequência passa pela estufa secadora, que deve ser regulada de acordo com o tempero a ser processado. Após a secagem, os produtos são moídos ou secados até atingir o tamanho desejado para a venda. Quando isso ocorre os temperos são envasados em embalagens que serão seladas e rotuladas.

Já o investimento vai depender de um conjunto de decisões que precedem a instalação do negócio. De acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, considerando uma fábrica instalada em imóvel alugado de 50m², serão necessários recursos da ordem de R$ 42 mil.

Por fim, o crescimento do consumo de temperos e a procura por sabores diversificados por parte dos consumidores abre oportunidades de negócios também para os agricultores na área de ervas e empresários de transformação dessas ervas em temperos e condimentos.

Para que a linha de temperos se qualifique e se mantenha no mercado é preciso que o empresário tenha em mente que deve partir do tradicional, ou seja, começar a produzir temperos de ervas de procura garantida, como o manjericão, para massas; alecrim para carnes; hortelã, usada até no chá e pimenta-do-reino, entre outros. Só depois disso deve-se incrementar a linha de produção com algumas ervas mais incomuns ou até mesmo exóticas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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