Volume financeiro da Bolsa de Valores diminui 50% durante os jogos da Copa do Mundo e investidor deve ficar atento

Levantamento feito pela WM Manhattan, empresa mineira que opera e capacita investidores para atuar na bolsa de valores aponta que o volume financeiro diminui consideravelmente nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo. No início do mês (8/6), antes do torneio começar, o Ibovespa apresentou um volume de negociação total de R$ 12,5 bi. Na estréia da seleção brasileira (17/6), o volume total negociado no Ibovespa foi de R$ 6 bi. Redução de 50% no volume total negociado.

De acordo com o CEO da empresa, Pedro Henrique Rabelo, isso acontece devido ao fato do horário dos jogos, muitas vezes, coincidirem com a abertura das bolsas. “Grandes eventos esportivos sempre chamam a atenção das pessoas. A volatilidade do mercado financeiro é uma consequência”, aponta. “Neste sentido, o mercado fica mais sensível às questões inesperadas, aos rumores e especulações. Tendo isso em vista, principalmente o daytrader, deve tomar muito cuidado em suas operações durante esse período”, explica Pedro Henrique.

Pedro Henrique alerta que esse efeito de diminuição do volume e de menor atenção dada pelos investidores ao mercado é intensificado durante os jogos importantes, o que pode causar períodos de descolamento do preço de ativos nas bolsas nacionais em relação ao mercado internacional. “Esses são momentos em que a arbitragem dos High Frequency Trading (HFTs – robôs de alta frequência que operam em micro segundos) pode se tornar mais presente do que de costume”, ensina.

De acordo com o especialista, os resultados dos jogos causam efeito psicológico nos investidores e esse sentimento pode ter impacto nas bolsas nacionais no primeiro dia após derrotas ou vitórias. “Essa correlação tende a aparecer apenas em situações de derrota, mostrando que os efeitos no sentimento dos investidores são diferentes caso os times percam ou vençam”.

Para Pedro Henrique, fica nítido que o mercado sofre desvalorização em todas as copas, provavelmente devido ao fato de aproximadamente um terço dos investidores nas bolsas americanas serem de origem internacional. “Mas é importante lembrar que esses padrões percebidos podem se alterar e não são nenhuma garantia de oportunidade para o investidor”, alerta Rabelo.

Independente desses estudos, o mais importante é lembrar que o volume diminui e a volatilidade pode aumentar. “Por isso, cuidado nos trades e diminuam a mão. O Payoff (relação entre o risco e o retorno) em momentos de alta volatilidade tem frequências diferentes”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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