Funcionários com problemas financeiros afetam o ambiente na empresa e são responsáveis pela redução da produtividade

A busca pelo aumento da produtividade e do bem-estar dos funcionários está fazendo com que as empresas se preocupem mais com a inclusão da educação financeira dentro das organizações. É que colaboradores com problemas financeiros pessoais afetam negativamente o ambiente organizacional e diminuem a produtividade, alerta o educador financeiro, associado à Associação Brasileira de Educadores Financeiros, Ricardo Natali. E isso está comprovado em estudos. No ano passado, por exemplo, pesquisa realizada pela consultoria PwC, apontou que uma empresa de grande porte com 10 mil funcionários pode perder mais de 13 milhões de reais por ano, devido a problemas financeiros dos colaboradores. Na mesma proporção isso ocorre também nas pequenas e médias empresas.

No total, foram entrevistados 1.600 funcionários, dos quais, 30% admitiram distração nas atividades do trabalho ocasionados por problemas financeiros. Só para se ter uma ideia, esses funcionários chegaram a utilizar cerca de três horas semanais no ambiente de trabalho para resolver pendências financeiras pessoais. Além disso, 12% dos colaboradores ouvidos admitiram faltas ocasionadas pelas preocupações financeiras. Ou seja, a falta de dinheiro também é uma das causas do aumento do absenteísmo e diminuição da produtividade.

Em termos de Brasil, estudo feito pela Confederação Nacional dos Diretores Lojistas e SPC Brasil mostrou que 42% dos trabalhadores com altos níveis de preocupação financeira demonstraram desatenção e pouca produtividade em seus empregos. Além disso, pelo menos 22% dos colaboradores que não tinham dinheiro para pagar suas dívidas, alegaram perder a paciência com os colegas de trabalho.

Segundo o educador financeiro, Ricardo Natali, uma forma das empresas reverterem este quadro sem elevarem o salário dos funcionários endividados ou concederem empréstimos, é implantar programas de educação financeira dentro das próprias organizações. Estudo norte-americano diz que o retorno dos investimentos em educação financeira é muito bom. Nos Estados Unidos, para cada dólar gasto pela empresa em programas de educação financeira, retornam três dólares. Atualmente, 84% de empresas norte-americanas já possuem algum programa que auxilie o colaborador a lidar melhor com o dinheiro.

Aqui no Brasil, eu não encontrei dados que comprovem em números qual é o retorno dos investimentos realizados em educação financeira. Porém, já existe um aumento gradual na percepção dos empresários e executivos de que o bem-estar do colaborador é fator-chave para o desenvolvimento do negócio

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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