Sete ferramentas essenciais para uma gestão tributária inteligente

Sete ferramentas essenciais para uma gestão tributária inteligente

O Brasil é o país onde as empresas mais gastam horas para cumprir todas as obrigações fiscais entre os 178 países analisados no estudo do Banco Mundial divulgado em 2017. Uma empresa industrial no Brasil gasta, em média, cerca de 1.950 horas por ano para apurar e cumprir as obrigações tributárias. Enquanto isso, países como Argentina, Alemanha e México as empresas gastam pouco mais de 200 horas/ ano e ainda, Espanha, EUA e França menos de 200 horas/ por ano.

A complexidade tributária no Brasil envolve cerca de 85 obrigações (entre impostos, contribuições e taxas) provenientes de 27 estados e mais de cinco mil municípios com legislações diferentes. Isso torna inviável a gestão tributária sem o apoio de ferramentas tecnológicas, de forma que o cumprimento das obrigações seja estratégico e não comprometa a saúde financeira e a imagem da empresa.

Para Jersony Souza, diretor de Operações da Becomex, consultoria da área tributária e operações internacionais, a tecnologia é fundamental para dar suporte à gestão tributária nas empresas. Porém, a maior contribuição da tecnologia está em proporcionar à empresa a visão completa sobre o desempenho tributário e os impactos que os pagamentos de tributos representam para os negócios.

Segundo o executivo da Becomex a solução ideal deve reunir um conjunto de ferramentas num único produto, formado por vários sistemas que vão facilitar o cumprimento das obrigações acessórias; compliance da operação, por meio de monitoramento de entrada e saída de notas fiscais; acompanhamento das atualizações de legislações tributárias que ocorrem quase que diariamente; automatização do recebimento fiscal eletrônico; validação da escrituração de documentos e auditoria de apuração. São elas:

1- Workflow Fiscal – é uma das principais ferramentas, pois organiza a rotina de trabalho das equipes em torno do atendimento dos prazos legais que a empresa precisa cumprir com o Fisco. Além disso, também tem a função de garantir a guarda dos arquivos fiscais eletrônicos pelo prazo desejado.

2- DF-e Receiver – solução com mais de 90% de automatização do processo de recebimento fiscal, realiza a gestão das inconsistências do processo de fornecimento e gestão dos arquivos XML de NF-e e CT-e. As vantagens da ferramenta para as empresas são: redução do custo operacional; redução tempo de processos e redução das perdas do processo de compras e redução no risco de autuações e multas junto à Receita Federal.

3- Gestão de Estoque de Terceiros– implementa controles sobre as operações com terceiros, atendendo ao compliance exigido pelo fisco e reduzindo o impacto sobre as informações contábeis da empresa, com informações precisas sobre os estoques das empresas e sob controle dos terceiros.

4- Gestão de Fretes – possibilita a realização de controles complementares aos sistemas de fretes de mercado alinhando as informações da fatura de frete, nota fiscal e o CT-e. Com isso, a empresa pode melhorar seu resultado ao evitar o pagamento indevido de fretes, por cobranças de notas ainda não transportadas, notas ou fretes emitidos contra outras empresas, em duplicidade, cancelados ou inutilizados. Além disso, permite maximizar os créditos tributários ao garantir o efetivo aproveitamento dos créditos de transporte e reduzir o custo operacional no recebimento e conferência dos documentos de frete.

5- Reinf – possibilita a completa visão dos serviços tomados e prestados, exigidos por essa nova obrigação. Com uma interface amigável e completa, os registros podem ser gerados no Portal REINF de modo manual ou por meio de importação de dados (independente de ERP). Desta forma, agiliza o processo de atendimento da obrigação e desburocratiza processos internos com área de TI. Além disso, também disponibiliza relatórios que podem ser extraídos sobre cada um dos registros (EXCEL), tornando mais fácil as conferências dos dados que devem ser entregues ao FISCO. O Portal REINF ainda conta com Dashboards, onde são apresentados os Totais de Impostos Retidos e/ou Destacados, como também os TOP 10 Prestadores e Tomadores de serviços. Possui ainda a visão de valores por período que possibilita a análise sazonal dos serviços ou até mesmo os valores constantes, entre outros.

6- Auditor SPED – valida as obrigações acessórias entregues pela empresa ao fisco, identificando erros de escrituração, cálculo de tributos e inconsistência entre as diversas obrigações. Analisa cerca de 15 mil regras para verificação e cruzamento das informações. Também deve ser capaz de realizar auditoria das obrigações acessórias fiscais e contábil; conciliação entre as obrigações acessórias correlatas, comparando informações fiscal e contábil; conciliação entre as obrigações fiscais (SPED e EFD) e os arquivos XML dos fornecedores; geração de planilhas para conferência de apuração de tributos (ICMS, IPI, PIS/COFINS); geração de parecer de auditoria personalizado de acordo com a necessidade do cliente.

7- KPI’s – Todo trabalho realizado com a solução deve ser traduzido em KPIs (indicadores) operacionais, táticos e estratégicos, que permitem identificar oportunidades de aumento de EBITDA, de redução de carga tributária para a empresa, além de avaliar o impacto sobre o resultado e apoiar a gestão do compliance fiscal da companhia. Sempre utilizando as informações que hoje as empresas já entregam normalmente ao Fisco.

“Permeando esses processos com a utilização de RPA´s (robotização de processos) e a aplicação de Inteligência Artificial, obtemos uma gestão tributária com menores riscos, maior eficiência e autonomia. As novas tecnologias estão proporcionando uma revolução digital nos processos das empresas, onde a área Tributária é uma das maiores beneficiadas. Uma abordagem com a aplicação de soluções integradas voltadas a alta performance, amplia a visão estratégica e contribui para buscar as melhores oportunidades na gestão de impostos, possibilitando aumento de produtividade, redução de carga tributária e de custos operacionais”, declara Jersony Souza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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