You are here
Home > Negócios > Calçadistas entregam demandas para o próximo governo

Calçadistas entregam demandas para o próximo governo

Não é novidade que a indústria de manufatura nacional, em especial a mais intensiva em mão de obra, caso da calçadista, passa por grandes dificuldades competitivas. É com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios, com maior segurança jurídica, diminuir a carga tributária e melhorar a infraestrutura logística que a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) levou pleitos ao próximo governo eleito. O documento foi encaminhado via senador eleito Luis Carlos Heinze.

No documento é colocada a importância da indústria calçadista para e economia brasileira, especialmente no que diz respeito à geração de emprego e renda. Atualmente são cerca de 7 mil indústrias, a maior parte de pequeno porte, que geram 300 mil postos diretos. Somando a cadeia de fornecimento, esse número passa de 500 mil postos.

Entre as medidas listadas no documento estão o comprometimento com um ajuste fiscal robusto, que resgate a capacidade de investimento por parte da iniciativa privada. “Precisamos de um ajuste nas contas públicas, mas, sobretudo uma otimização do uso de recursos do próprio Governo. Para isso, reformas como a da Previdência são necessárias. Para impulsionar a competitividade das empresas, se faz urgente uma reforma tributária que, além de diminuir a burocracia, também reduza a carga sobre o setor produtivo”, ressalta o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein (foto).

O documento encaminhado traz ainda a necessidade de uma maior flexibilização da legislação ambiental com vistas à sustentabilidade econômica. “Não somos contra a existência de uma legislação ambiental, mas existem alguns exageros e encargos desnecessários, além de prazos demasiadamente longos e que engessam a atividade produtiva, especialmente no que se refere a novos investimentos”, acrescenta.

No comércio exterior, a demanda é por maior segurança jurídica e pelo restabelecimento do Reintegra nas alíquotas originais do programa (de 2012), de 3% a 5%. “Em junho de 2018 tivemos a súbita redução da alíquota de restituição do programa – que devolve parte de resíduos tributárias nas exportações por meio de créditos no PIS/Cofins -, de 2% para 0,1%. Foi de um dia para o outro. A medida do governo prejudicou, e muito, os calçadistas que já haviam fechado seus valores para exportação”, avalia Klein, para quem o ambiente de negócios exige regras claras e duradouras. “Em caso de alteração, é preciso ter um prazo razoável para adaptação, o que não existiu”, conta. “Além disso, a alíquota de 0,1%, nem de perto, restitui o prejuízo da indústria com os tributos em cascata. Não podemos mais exportar impostos”, lamenta.

Ainda no contexto do comércio internacional, a Abicalçados chama atenção para que a abertura comercial, com redução ou eliminação das tarifas de importação, ocorra de forma gradual e sincronizada à diminuição do Custo Brasil, de forma a dar melhores condições de competitividade para a indústria nacional. “Não somos contra o livre o mercado, mas é preciso ter equidade para a concorrência legal e não predatória”, justifica o executivo.

Nos últimos dez anos, as exportações de calçados despencaram de US$ 1,7 bilhão para US$ 1 bilhão no último ano. “É um nível semelhante ao da década de 1990. Apesar disto, graças aos esforços de promoção de imagem e comercial realizados pelas empresas no exterior, o nosso calçado é aceito e reconhecido no mercado internacional”, comenta Klein. Ainda no comparativo da última década, o número de empresas na atividade caiu de 8 mil para 7 mil, o que teve reflexo no nível de emprego na atividade. Em 2007, o setor gerava aproximadamente 20 mil postos a mais do que no último ano.

Avatar
Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

Deixe uma resposta

Top