Jovem paranaense diz que sucesso profissional veio com apoio do Senai

Ano após ano, cursos como de aprendizagem industrial, qualificação, aperfeiçoamento, cursos técnicos e até de graduação tecnológica ou pós-graduação, viram chances para estudantes realizarem sonhos de ter uma boa formação e arranjar um emprego. Gustavo Cavalcante Borges, de 20 anos, prova que isso é possível. Em 2014, ele fez o curso de técnico em informática pelo Senai depois do preparo que teve, virou desenvolvedor de aplicativos mobile.
Atualmente, Gustavo é sócio-fundador da Yazo – empresa que potencializa a comunicação e o relacionamento entre pessoas com interesses em comum, através de aplicativos personalizados para eventos. Realizado, o jovem diz que o que construiu até aqui foi graças ao apoio que recebeu no SENAI. “A instituição foi fundamental. Eles me deram total suporte técnico em questão de professores, equipamentos, etc.”, disse.
“Tinha computador em casa, mas tinha que dividir com meus irmãos. Então eu passava praticamente o dia inteiro lá no Senai. Quem me deu a base de tudo que eu tenho hoje foi o Senai”, acrescenta o jovem.
A gerente de Educação profissional da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Vanessa Frason, explica que, para o estado, além da formação profissional de mão de obra, o sistema também trabalha com o desenvolvimento do próprio trabalhador. “Então a parte de saúde do trabalhador, a parte de cultura, que é a parte que o sistema também desenvolve”, afirma.
Ainda de acordo com Frason, na hora de procurar um emprego, as companhias costumam valorizar mais o currículo de quem passou pela preparação das instituições do Sistema S. “A gente tem algumas pesquisas que mostram que os alunos egressos do Senai conseguem se manter na indústria, eles têm inclusive um acréscimo de salário em torno de 17%”, ressalta.
Futuro incerto
Em dezembro do ano passado, o atual governo anunciou a intenção de reduzir o envio de recursos financeiros que chegam ao Sistema S. Como o Senai faz parte desse pacote, membros da instituição destacam que há um risco de as atividades do grupo reduzirem na mesma proporção.
De acordo com o diretor-geral do Senai e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, em 76 anos de atuação da instituição foram treinadas mais de 73 milhões de brasileiros. “Além de promover um desenvolvimento industrial importante, vigoroso, nós também asseguramos um enorme canal de inclusão social, vocalizando e permitindo que pessoas de baixa renda tivessem um canal de cidadania propiciado pelo Senai”, destacou.
“O Sesi e o Senai são administrados pela Federação das Indústrias, e isso é importante porque é a representação do empresariado brasileiro, que gera emprego, gera renda, gera desenvolvimento econômico, gera riqueza, e isso é decisivo”, ressaltou Lucchesi.
Os cortes sinalizados pelo governo podem variar de 30% a 50% dos recursos recolhidos anualmente.








