Faturamento de setor de máquinas e equipamentos inicia ano com crescimento de 5,2%

Faturamento de setor de máquinas e equipamentos inicia ano com crescimento de 5,2%

O faturamento do setor de máquinas e equipamentos cresceu 5,2% em janeiro em relação ao mesmo período do ano passado. A informação é da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, que divulgou, na tarde desta terça (26) os indicadores econômicos do setor. O melhor desempenho observado na análise interanual se deve ao mercado doméstico que ampliou seus investimentos em 19,1% em relação ao mesmo período de 2018, nas exportações houve queda significativa.

Já o desempenho das vendas de máquinas e equipamentos no mês de janeiro de 2019 manteve o comportamento sazonal do setor e recuou para R$ 5,3 bilhões, queda de 12,3% em relação ao mês imediatamente anterior. Este ritmo mais fraco nas vendas do setor, principalmente no mercado externo, reforça as expectativas da Abimaq, de que a taxa de crescimento, este ano, deverá ficar relativamente abaixo da observada em 2018.

Os indicadores negativos não assustam a Abimaq, segundo o presidente executivo, José Velloso. Para ele, existe uma demanda reprimida e uma necessidade constante de atualização tecnológica. “Muitos setores estão esperando a Reforma da Previdência ser votada, no entanto, com reforma ou sem reforma uma coisa é certa, que virá investimentos do Brasil e a demanda vai aumentar bastante e por isso um certo otimismo do nosso setor”, diz Veloso.

Nas exportações os dados são de queda, ao considerar tanto a comparação marginal (-6,8%), como em relação a janeiro do ano passado (-11,2%). A explicação da queda tem a ver com a recessão na economia Argentina. Só para este o setor reduziu suas vendas em 57%.

Quanto às importações, o comportamento registrado é similar ao fraco desempenho de 2018. Apesar do crescimento de 17,6% em relação ao mês de dezembro, sob o mês de janeiro de 2018 ainda não houve recuperação. Quem contribui mais intensamente para este fraco desempenho são os setores de logística e construção civil, que já chegou a responder por quase 20% do volume das importações de máquinas e hoje pouco ultrapassa os 10%. Em contrapartida tem-se como destaque o segmento de componentes para indústria de bens de capital, que obteve crescimento de 19,3%. Essa participação representa 31,3% do total importado, sendo que máquinas e implementos agrícolas cresceram 38,6%.

Quanto às origens das importações, tem-se a China em primeiro lugar, tanto em valor, como em volume. As máquinas de origem chinesa deixaram para trás a Alemanha, em 2012, e os EUA, em 2017, tradicionalmente segundo e primeiro países de origem das importações

O consumo aparente da indústria – indicador que exclui as exportações do faturamento e inclui as importações – somou R$ 7,86 bilhões, um avanço de 10,5% em comparação com janeiro de 2018 e encerrou com crescimento de 2,3% em relação ao mês de dezembro.

Quanto ao número de pessoas ocupadas do setor, após o período de forte recessão, o setor passou a contar com 291 mil pessoas em 2017. A partir de 2018, o setor iniciou a retomada do emprego, fechando o ano com 300 mil postos de trabalho. Para 2019, a expectativa é de crescimento, mesmo que lento e gradual ao longo do ano.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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