Reforma da Previdência é base para recuperação financeira dos estados

Reforma da Previdência é base para recuperação financeira dos estados

Os estados brasileiros passam por grave crise financeira. Parte do problema é causada pela rigidez orçamentária, que pode ser vista a partir do peso da folha de pagamento com pessoal sobre as despesas primárias totais – atualmente há estados que gastam mais de 70% de suas despesas primárias com folha de salários, fazendo com que sobre uma parcela pequena do orçamento para investimentos e gastos correntes com saúde, segurança, educação etc.

Para Vilma Pinto, pesquisadora da área de Economia Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), a reforma da Previdência ajudaria a desafogar o nó da gravata que aperta o pescoço dos governos estaduais. Levantamento feito pela economista aponta elevada razão de dependência previdenciária nas contas dos estados.

O indicador, segundo Vilma, “corresponde à razão entre os beneficiários (servidores aposentados e os pensionistas) sobre os contribuintes (servidores ativos)”. Nesse quesito, o Rio Grande do Sul está no topo da lista, com uma dependência de 162,7%, seguido por Minas Gerais (128,7%) e Rio de Janeiro (114%). Vilma ressalta que os entes da federação com pior resultado do indicador de razão de dependência previdenciária são os mesmos que estão com a saúde fiscal mais comprometida.

“A crise fiscal enfrentada pelos estados se caracteriza, primeiramente, como uma crise de fluxo. Atualmente, muitos estados têm enfrentado dificuldades para pagar a folha de salários e fornecedores. Por sua vez, esses estados têm visto a quantidade de servidores inativos e pensionistas aumentar nos últimos anos, pressionando as despesas e agravando ainda mais a crise de fluxo dos entes federativos”, detalhou.

Para a pesquisadora, a reforma pode resolver o problema fiscal a longo prazo, “mas essa relação só se resolve com a reforma da Previdência mesmo”. Vilma aponta algumas medidas que já poderiam ter tomadas para minimizar o problema.

“As causas da crise federativa são muitas e não existe solução única ou mágica. Há medidas que podem ser adotadas individualmente, mas não é o ideal. Acredito que, primeiramente, deve-se aprovar o Conselho de Gestão Fiscal, que está previsto na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), mas o Projeto de Lei tramita desde 2000. Além do Conselho, será importante uma ampla reforma tributária que busque eliminar a guerra fiscal do ICMS e confira aos estados uma fonte de receita menos ineficiente”, analisou a especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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