Setor de serviços recuou 0,1% em 2018

O setor de serviços no acumulado para janeiro-dezembro de 2018, frente a igual período do ano anterior, variou -0,1%, com recuo em duas das cinco atividades e em 58,4% dos 166 tipos de serviços investigados, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os setores, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%) exerceram o principal impacto negativo sobre o índice global, pressionado, em grande parte, pela retração na receita vinda dos segmentos de atividades de cobranças e informações cadastrais, de soluções de pagamentos eletrônicos, de serviços de engenharia e de vigilância e segurança privada. O outro setor que também mostrou recuo em 2018 foi o de serviços de informação e comunicação (-0,5%), explicado, principalmente, pela menor receita recebida pelas empresas do ramo de telecomunicações.
Em contrapartida, as contribuições positivas ficaram com os segmentos de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,2%), de outros serviços (1,9%) e de serviços prestados às famílias (0,2%), impulsionados, sobretudo, pelo avanço no volume de receitas de transporte rodoviário de carga, de gestão de portos e terminais, de transporte aéreo de passageiros e de operação de aeroportos, no primeiro setor; de atividades de intermediários em transações de títulos, valores mobiliários e mercadorias e administração de bolsas e mercados de balcão organizados, no segundo; e de hotéis, no último.
Serviços caem em 23 das 27 unidades da federação
No acumulado de janeiro a dezembro de 2018, frente a igual período do ano anterior, o decréscimo do volume de serviços no Brasil (-0,1%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 23 das 27 unidades da federação também mostraram recuo na receita real de serviços. O principal impacto negativo, em termos regionais, ocorreu no Rio de Janeiro (-3,2%). Cabe mencionar ainda os recuos vindos de Ceará (-7,1%), Bahia (-3,3%), Paraná (-1,7%) e Rio Grande do Sul (-1,7%). Por outro lado, São Paulo (2,1%) registrou a contribuição positiva mais relevante sobre índice nacional.








