Como avaliar se o cartão de crédito que uso vale a pena

Como avaliar se o cartão de crédito que uso vale a pena
Ricardo Hiraki Maila.

Usar o cartão de crédito se tornou a principal forma de pagamento. Os fatores são diversos, como por exemplo a facilidade de transporte e segurança, a redução de inadimplência do vendedor e a facilidade do parcelamento, outro grande atrativo.

Mas iremos abordar o uso do cartão do ponto de vista financeiro. Respondendo à pergunta: O cartão que uso e sua anuidade valem a pena? No mercado financeiro, há milhares de tipos diferentes, então como saber qual é o mais indicado para o seu perfil?

Os itens que devem ser analisados, antes de fazer a escolha da bandeira, é o quanto você planeja consumir no cartão de crédito, quanto de benefício ele traz e, em contrapartida, qual o custo dele. Sendo que tudo deve ser colocado em uma mesma unidade (transformando em dinheiro).

Vamos para um exemplo prático:

Consumo: R$ 5 mil por mês.

Programa de pontos: cartão que dá 2 pontos a cada dólar gasto.

Anuidade: R$ 300 (é algo bastante comum para um cartão que dá dois pontos)

Em um ano, produziremos aproximadamente 30 mil pontos (12 meses vezes R$ 5 mil, igual a R$ 60 mil no ano. Dividida isso pela taxa do câmbio, usei R$ 4 para um dólar e multiplicamos pelos 2 pontos por dólar).

Agora, quanto valem esses 30 mil pontos? Um modo muito simples é convencionar que a cada 10 mil você tem R$200. Então os 30 mil equivalem a R$600. Assim seria um ganho de R$300. (Existem sites muito seguros que compra milhas a R$200 a cada 10 mil pontos, por isso consideramos esse valor).

Nesse exemplo acima é possível ver de um modo bastante simples como avaliar o quanto vale a pena o cartão de crédito contrato.

Existem sites como o iq.com.br que tem ferramentas de comparação de cartões que podem facilitar bastante para achar o cartão que trará maior retorno. Muito prático e simples.

Agora vendo de um modo mais amplo das finanças pessoais, é muito importante saber o quanto você irá e pode consumir (claro, salvando dinheiro para objetivos futuros), independente da forma de pagamento. Se considera que tem muitas dificuldades em se planejar e controlar suas compras, especialmente as parceladas, talvez seja melhor perder pontos do que ganhar dívidas com juros no estouro da fatura do cartão.

O cartão de crédito não é o vilão e, sim, consumo além do que cabe no orçamento. Então, para aqueles que já estão “craques” no planejamento, aproveitem ao máximo os benefícios do cartão. Mas sempre dentro daquele que é mais adequado ao seu perfil.

O artigo foi escrito por Ricardo Hiraki Maila, que é administrador. Trabalhou por mais de cinco anos como diretor de planejamento e financeiro de um grande grupo do Brasil. Fundou a Plano Consultoria há dois anos, empresa de consultoria de finanças pessoais, que hoje conta com 15 colaboradores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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