O impacto das regras do sistema de pagamentos instantâneos no mercado

O impacto das regras do sistema de pagamentos instantâneos no mercado

As novas regras divulgadas pelo Banco Central para o sistema de pagamentos instantâneos, no início de janeiro, terá impacto em todo o mercado financeiro e, certamente, simplificará o processo de transferência de dinheiro. O objetivo é que as transferências de dinheiro aconteçam em tempo real, independente da instituição financeira de origem e destino.

Com estrutura flexível e aberta, as novas regras do BC buscam garantir o acesso e o surgimento de participantes que ofertem serviços inovadores e diferenciados, papel que tem sido desempenhado pelas fintechs e que agora poderá ser ainda mais ampliado.

Na Europa isso já é uma realidade desde novembro do ano passado. Na China, dois serviços estão revolucionando o sistema de pagamentos com o WeChat Pay e o AliPay. Por eles, as pessoas associam suas contas correntes a esses serviços e ganham QR codes que as identificam, bastando apenas escaneá-lo com a câmera do celular para realizar uma transferência imediatamente a qualquer dia e horário.

A definição dos requisitos fundamentais é o ponto de partida para o início do processo de implantação do sistema de pagamentos instantâneos no Brasil. O novo sistema terá uma estrutura flexível e aberta, com o objetivo de garantir o acesso e o surgimento de participantes que ofertem serviços inovadores e diferenciados, afirma o Banco Central.

Os prestadores de serviços de pagamento serão classificados em três grupos:

  • Com participação direta: instituição financeira ou de pagamento que oferecem ao usuário final uma conta transacional para movimentar dinheiro (contas de pagamento e conta corrente, por exemplo) e que, para fins de liquidação entre instituições, possui conta no BC e conexão à infraestrutura centralizada de liquidação;
  • Prestadores com participação indireta: instituições financeiras ou de pagamento que oferecem uma conta transacional para o usuário final e que, para fins de liquidação entre instituições, não possuem conta no Banco Central nem conexão à infraestrutura centralizada de liquidação. Neste caso, os participantes indiretos deverão realizar suas liquidações por intermédio de um participante direto, mediante prestação de serviços via contrato;
  • Provedores de serviço de iniciação de pagamento: instituições que não ofertam uma conta transacional para o usuário final, mas serviço de pagamento utilizando a conta transacional em que o usuário detém em
  • uma instituição financeira ou de pagamento. Essa forma de participação ainda está em discussão e está condicionada à existência de regulação futura específica.

O BC também será responsável por operar a infraestrutura única de liquidação, que estará disponível 24 horas todos os dias do ano. A conectividade entre os participantes diretos e a infraestrutura centralizada de liquidação poderá ser realizada de forma flexível, diretamente ou por meio de empresas de conectividade conhecida como switch.

Elas poderão, inclusive, agregar vários participantes à estrutura de conectividade. No âmbito do serviço de conectividade, essas empresas especializadas poderão ofertar a funcionalidade de tradução de padrões, em que o prestador do serviço de conectividade recebe as instruções de pagamento em um determinado formato e traduz essas instruções para o padrão de comunicação do sistema.

É fundamental que as empresas envolvidas nesse novo sistema de pagamentos instantâneos tenham o know-how do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) para atender essa nova demanda.

O objetivo do Banco Central é incentivar o surgimento de novas ofertas no mercado para que o usuário e empresas tenham o dinheiro disponível 24×7 nas transferências. Isso certamente terá um impacto em todo o sistema financeiro em médio e longo prazo.

O artigo foi escrito por Odilon Costa, que é CEO e presidente da Tree Solution

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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