Consumidores querem coerência, equilíbrio e conteúdo relevante

Consumidores querem coerência, equilíbrio e conteúdo relevante

Marcas, agências e proprietários de mídia têm o desafio constante para convencer os consumidores de um atributo cada vez mais importante: a autenticidade. Para entender o que os consumidores querem, como fidelizá-los e, até mesmo, influenciá-los, a Kantar IBOPE Media apresenta ao mercado brasileiro o DIMENSION, um estudo global realizado pela Kantar que ouviu mais de 5 mil consumidores conectados em cinco dos maiores mercados de comunicação do mundo: Brasil, China, França, Reino Unido e EUA, e se diferencia por também ouvir líderes de indústria trazendo insights a partir das duas perspectivas do mercado de mídia.

O relatório aponta alguns dos maiores desafios de planejamento, compra e medição de comunicação enfrentados pela indústria e joga uma luz sobre como as marcas podem buscar o equilíbrio ao segmentar seu público e fazer com que seu objetivo seja atingido, de forma a gerar resultados relevantes em obter uma vantagem competitiva.

Três pilares

O DIMENSION está dividido em três pilares: Equilibrando a escala das marcas, Comunicação autêntica em um mundo de desconfiança e Audiências, anunciantes e aplicativos. Abaixo, os destaques de cada report:

Equilibrando a escala das marcas – O DIMENSION mostra que a maioria dos profissionais de marketing entende a necessidade de construção de marca e do uso do marketing de massa, bem como o direcionamento de precisão e relevância. Fama constrói demanda e precisão conduz ativação. Porém, a balança entre o marketing micro segmentado (relevância) e o marketing de massa (fama) ainda não está equilibrada e, mais do que escolher entre um ou outro, é preciso tomar essa decisão com o uso responsável dos dados. Para 30% dos consumidores conectados, por exemplo, toda comunicação de marca é publicidade, enquanto 54% se opõem a serem segmentados com base em suas atividades on-line.

Já o fenômeno de ad blockers apresentou pouca variação. A proporção de consumidores conectados que afirmam usar ad blockers permaneceu estável nos últimos três estudos em 21%, e os que dizem usar “às vezes” caiu um ponto, chegando a 32%. As atitudes dos consumidores em relação à publicidade não apontam diferenças significativas em relação ao ano passado. A apatia entre os consumidores conectados se manteve, com pouco menos da metade nem gostando, nem desgostando de publicidade. Entre os que gostam, 37% preferem vê-la no cinema, 33% na TV e OOH, 32% em revistas impressas e 27% em veículos online.

Comunicação autêntica em um mundo de desconfiança – O trabalho de relações públicas e outros formatos de mídia própria e espontânea podem conferir autenticidade à mensagem de uma marca, a depender de como ela é comunicada e se aparece de uma forma confiável. Isso porque, de acordo com o DIMENSION, 72% dos consumidores utilizam a internet para obter informações sobre uma marca, enquanto mais da metade (53%) busca informação das marcas com amigos e familiares e 44% em sites de avaliação.

Ainda de acordo com o DIMENSION, 58% dos consumidores conectados consideram as mensagens de marcas que aparecem em notícias e artigos impressos como sendo publicidade (o mesmo vale para notícias e artigos online, com 57%) e 44% dizem que são influenciados por esses conteúdos, enquanto 39% admitem que são influenciados pelos comentários e críticas on-line de outras pessoas. Ou seja, os diferentes formatos de comunicação se tornaram oportunidades, além da publicidade, para atrair a atenção do consumidor para as marcas.

Audiências, anunciantes e aplicativos

Os anunciantes buscam o consumidor. Quanto mais oportunidades para alcançar um público relevante, melhor. O comportamento de pular ou bloquear a publicidade e o crescimento do consumo de conteúdo financiado por assinaturas gera desafios aos anunciantes, afinal a tendência segue sendo o total controle do consumidor: ele escolhe o que, onde e quando quer, na plataforma que lhe for mais conveniente.

Segundo o DIMENSION, os serviços de assinatura são uma parte importante e crescente no nosso ecossistema, mas o sinal aberto ainda é muito popular: enquanto 52% dos consumidores conectados afirmam pagar por serviço de assinatura de TV/vídeo, 96% assistem TV em aparelho de televisão semanalmente. O fenômeno também se estende para a comunicação em áudio e texto.

kim


Além disso, a maioria dos consumidores não acredita que vale a pena pagar por algo apenas para evitar publicidade. O fator-chave para que os consumidores façam uma assinatura é o conteúdo. Dos 52% que afirmam pagar por um serviço de TV/vídeo, por exemplo, 48% declaram que o fizeram porque esses serviços oferecem conteúdo inédito e exclusivo, que não pode ser obtido de outra forma. Entre os assinantes de players de áudio e música, 48% dizem que se inscrevem porque o serviço é adaptado às suas necessidades, e 39% dos assinantes de jornais citam a personalização como motivo principal.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *