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Mercosuper: Supermercado do futuro será centro de experiências

Durante a Mercosuper 2019, que acontece até esta quinta-feira (11), no Expotrade Convention Center, especialistas estão debatendo sobre o Varejo 4.0 e trazendo insights para os empresários do Paraná. Um dos principais pontos abordados é a previsão do futuro dos supermercados, que não se resumirá a uma loja robotizada ou virtual, mas que priorizará a experiência do consumidor, com espaços descontraídos de entretenimento e lazer.

Neste cenário, o E-commerce passará por um grande crescimento e impulsionará a criação de uma grande base de dados, o que vai possibilitar a realização de um atendimento mais exclusivo e focado nos desejos do consumidor. Hoje, as vendas on-line representam apenas 3% do varejo brasileiro, mas a expectativa da ABCOMM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) é de que este número cresça 16% ainda neste ano.

Já na China, o e-commerce está saturado e extremamente competitivo. Segundo Mathew Brennan, palestrante internacional da Mercosuper e especialista em varejo digital, os varejistas chineses estão investindo no off-line e buscando maneiras de construir uma grande base de dados para melhorar a experiência de compras e transformar as lojas em centros de entretenimento. “O Alibaba surgiu como um novo varejo e combina o on-line e off-line porque o on-line se tornou muito competitivo. Uma das primeiras coisas que a Alibaba e Tencent fizeram foi fazer grandes investimentos em varejistas convencionais, o que vimos nos EUA com a Amazon”.

O palestrante também falou sobre a importância de fazer a combinação do on-line com o off-line e saber construir perfis de clientes. “Se você não tiver isso, talvez não afete hoje, mas vai te afetar no futuro. Todos na China estão preocupados e procurando ter uma relação direta on-line com seus clientes para construir um perfil e poder conhecer as preferências do seu cliente”.

Direcionar ofertas exclusivas que atendam aos interesses do consumidor é uma das maneiras de conseguir melhorar esta experiência de compra. Segundo o diretor comercial da RP Info e palestrante no evento, Gilberto Dutra, este modelo torna a compra mais atrativa e conveniente. “O varejista que conseguir fazer esta tarefa e se comunicar bem com o seu cliente vai conseguir um bom resultado”.

Para isso, Brennan afirma que é fundamental evoluir na utilização dos dispositivos móveis. Quase 90% das pessoas da China não utilizam mais dinheiro físico para pagamentos. No país, os provedores de serviços de pagamento que permitem a utilização de dispositivos móveis respondem por 67% das transações financeiras, seguidos dos cartões (22%), e dinheiro (11%).

“Na China, quando as pessoas pagam com o celular, fica fácil de colocar mais serviços como programas de fidelidade, grupos de compartilhamento social e outras coisas que acrescentam valor ao pagamento. Além disso, com este processo o varejista obtém dados e esta é a razão principal que coloca a China à frente”, disse Brennan.

No Brasil, o desafio é que os varejistas e provedores de solução tornem a plataforma cada vez mais amigável para o consumidor. “Se conseguirem fazer com que isso se converta em vendas, vão ganhar uma fatia grande de clientes e vender mais”, destacou Dutra.

Outro ponto é saber utilizar as tecnologias para oferecer comodidade e conveniência ao consumidor. Para outra palestrante da Mercosuper e especialista em marketing digital, Danielle Araújo, outro fator relevante é entender e atender o cliente de acordo com o que ele busca. “O consumidor atual gosta de fazer escolhas, como por exemplo ter a opção de poder comprar no site e retirar na loja física, ou então comprar no site e receber em casa. Pensando nisso, algumas empresas estão inovando e oferecem no ponto de venda um catálogo de produtos para o cliente escolher e receber em casa”.

Essa estratégia de possibilitar ao cliente misturar a compra nos ambientes off-line e on-line é o que chamamos de omnichannel, que possibilita a convergência de todos os meios.

Seguindo esta ideia, o CEO do Instituto Datacenso e palestrante no evento, Claudio Shimoyama, destaca que o mercado do varejo apresenta disruptura em função do novo momento chamado de marketing 4.0, sendo assim as organizações e seus profissionais precisam se adequar, pois o conceito de confiança do consumidor não é mais vertical, mas horizontal.

Para ele, neste cenário, é fundamental estar atento para ver como os consumidores são impactados pelas tecnologias e apostar em uma estratégia que contemple conteúdo, aplicativos, tecnologia e redes sociais. “O novo gestor deverá, estrategicamente, focar na relação e não na troca. Deverá desenvolver estratégias focadas no marketing de relacionamento, segmentado para o público interno e externo. A gestão do varejo 4.0 precisa focar em valores, relação, solução, experiência única, encantamento, imediatismo, tecnologia, inovação, reengenharia, disruptura, etc”.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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