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Setor de beleza é um dos que mais investe em pesquisa e inovação de produtos

A indústria brasileira da beleza tem comprovado, na prática, a tese de que em períodos de turbulência econômica aumenta a demanda por produtos de beleza que elevam a autoestima. Esse fenômeno, conhecido como “efeito batom”, tem atraído investimentos de empresas do setor de todos os portes. Atualmente, o mercado de beleza brasileiro é o terceiro maior do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Para este ano, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos está projetando um crescimento acima de 3% para o setor que movimenta quase R$ 50 bilhões anualmente e exporta cerca de R$ 2,5 bilhões por ano.

A importância do setor de beleza reflete na forma como a nossa indústria tem evoluído suas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação para criar novas tecnologias em termos de matérias-primas e produtos, impulsionando suas vendas para consumidores mais exigentes, que buscam qualidade e confiança na performance, antes direcionadas apenas pelas tendências de marcas internacionais.

E as novidades deste ano estão sendo apresentadas na 18ª feira Internacional de Beleza, Cabelos e Estética, que acontece nesta segunda (15) e terça-feira (16), em São Paulo, e que conta com a presença de várias empresas paranaenses. Entre elas está a Easy Wick Mecha Fácil, de Londrina (PR), que investiu nos últimos quatro anos R$ 1,2 milhão em pesquisa, desenvolvimento e inovação para apresentar ao mercado um papel para coloração sustentável, que substitui o tradicional de alumínio. A novidade é composta por celulose, para dar sustentação e manter o formato padrão, e é revestido com uma película plástica que oferece isolamento e maior aderência, tudo isso unido por um adesivo vegetal. Além de agredir menos o meio ambiente por ter a possibilidade de ser reciclado, o produto promete agir em menor tempo, causando menos agressão aos cabelos.

O fundador da Easy Wick Mecha Fácil, e idealizador da inovação o empresário Rômulo D´Accorsi, colocou seu planejamento em pé a partir de um investimento inicial de R$ 50 mil, formou parceria com a Facepel, empresa especializada na fabricação de embalagens de papéis lisos e personalizados, inaugurou uma fábrica com capacidade de produção de 7 milhões de unidades mensais, lançou um comércio eletrônico, prepara o lançamento gradual de mais oito produtos, e neste momento trabalha ações educacionais junto aos profissionais do setor. Segundo o empresário de Londrina, esta é uma proposta inovadora com potencial para atender também o mercado mundial. E o objetivo é contribuir para a formação de uma indústria de beleza responsável com o meio ambiente e sustentável. A empresa paranaense pretende atrair investidores que tenham afinidade com o conceito proposto pela marca e trabalhar forte expansão, além de atender, em princípio, 15% do mercado de salões de beleza formais no Brasil.

Mercado Green Beauty

Liderado pela cosmetóloga e tricologista Cris Dios, 46 anos, a rede paulistana de salões de beleza Laces aposta na ampliação do alcance do mercado Green Beauty e é outro exemplo de gestão de processos de inovação com autonomia 100% nacional. A marca apresenta na Hair Brasil sua coloração 100% natural, a base de ervas e plantas, que tem a função de colorir e ao mesmo tempo nutrir os fios, sem desbotá-los. O produto é fruto de um investimento de R$ 700 mil em pesquisa ao longo de cinco anos, sempre em busca de alternativas saudáveis para os tratamentos dos cabelos, permitindo que pessoas que tenham restrição a algum componente das colorações tradicionais, também possam cuidar dos fios, sem restrições. “Após dois anos de uso em nossos salões, estamos apresentando o produto para o mercado profissional. Hoje, a coloração natural já corresponde à 6% da receita da empresa”, conta Cris Dios, proprietária da Laces.

Há 10 anos no mercado profissional de beleza, a Salvatore Cosméticos, com fábricas em Presidente Prudente e no Paraguai, investe anualmente cerca de R$ 1,5 milhão em inovação. Para o proprietário da marca, Emerson Facchiano, 44 anos, é prioridade o desenvolvimento de tecnologias relacionadas à manipulação de matérias-primas conjugada com profissionais altamente capacitados e voltados à processos. “Essa é uma tendência: tornar toda a cadeia produtiva mais eficiente, com processos atualizados, ao mesmo tempo em que fornecemos ao mercado inovações em produtos que atendem ao mercado profissional e varejo”, avalia Facchiano. A Salvatore oferece mais de 200 produtos para coloração, alisamento orgânico e natural, cachos, reconstrução e tratamento capilar, tem crescimento anual de 25% e exporta para 15 países.

Entretanto, a grande queixa do setor de beleza é a alta tributação, que chega a 70%, só abaixo dos cigarros que hoje tem uma alíquota de 80%.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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