Cresce a participação dos investidores institucionais em ofertas públicas de ações

Cresce a participação dos investidores institucionais em ofertas públicas de ações

Os investidores institucionais detêm neste ano 47,3% do volume de ofertas públicas de ações colocadas no mercado. É a maior parcela desde 2014, de acordo com os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Entre janeiro e maio, as operações de renda variável movimentaram R$ 8 bilhões, contra R$ 6,9 bilhões no mesmo período do ano passado.

“O crescimento das ações nas carteiras dos fundos de investimento tem estimulado esse avanço. É mais um reflexo da busca dos gestores por ativos que possam oferecer maiores rentabilidades, diante dos juros em patamares baixos”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima. Nos primeiros cinco meses de 2018, os investidores institucionais (que, além dos fundos, englobam governo, instituições públicas e privadas) detinham 28,1% dos papéis de renda variável ante 63,6% de participação dos estrangeiros.

No ano, até maio, as empresas brasileiras movimentaram R$ 134,1 bilhões no mercado de capitais (incluindo operações locais e internacionais), o que representa queda de 3% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, quando o volume chegou a R$ 138,1 bilhões. Além das ações, as debêntures se destacaram no período, com R$ 52,7 bilhões em emissões (contra R$ 59,8 bilhões entre janeiro e maio de 2018).

Entre as demais operações de renda fixa, os CRAs (Certificados de Recebíveis de Agronegócio) avançaram 174%, de R$ 1,9 bilhão nos primeiros cinco meses do ano passado, para R$ 5,1 bilhões em 2019. As emissões de letras financeiras cresceram 51%, para R$ 6,1 bilhões. Já os fundos imobiliários, híbridos entre renda fixa e variável, seguem em expansão, passando de R$ 6,1 bilhões entre janeiro e maio do ano passado, para R$ 9,7 bilhões.

No mercado externo, as operações das companhias brasileiras somaram US$ 10,7 bilhões (R$ 41 bilhões) nos primeiros cinco meses do ano, sendo US$ 10,4 bilhões (R$ 39,9 bilhões) em emissões de renda fixa e US$ 300 milhões (R$ 1,2 bilhão) em renda variável. O total ficou 17% abaixo do verificado no mesmo período de 2018, quando chegou a US$ 12,9 bilhões (R$ 42,2 bilhões).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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