Mercado de festas infantis deve crescer 30% este ano e se torna um bom negócio para empreender

Mercado de festas infantis deve crescer 30% este ano e se torna um bom negócio para empreender

A crise econômica passou longe do setor de festas infantis que deve crescer, este ano, 30% de acordo com projeções da Associação Brasileira de Empresas e Eventos (ABEOC). Este percentual é praticamente o dobro do crescimento esperado para o segmento de eventos em geral, que fatura em todo o País mais de R$ 17 bilhões por ano. Deste valor, 16% se referem a festas infantis.

Eu conversei com o consultor do Sebrae, João Luis de Moura, e ele me explicou que nos últimos anos, o desejo dos filhos, que estão cada vez mais informados e exigentes, combinado com a satisfação dos familiares, fizeram com que a organização das festas infantis se transformasse em um negócio de superproduções, onde a imaginação e o orçamento disponível é o limite.

O mercado de festas infantis não está pautado apenas em festas de aniversários.

Segundo o consultor, o que também contribui para o otimismo do setor é que o mercado não está pautado apenas em festas de aniversários de crianças, tendo expandindo o seu leque de atuação, para comemorações de batizados, chá revelação do sexo do bebê, mesversário e festas temáticas.

Outro dado importante para o setor é que 20% da população brasileira é composta por crianças, o que é um porcentual bastante expressivo para ser explorado, garante o consultor do Sebrae, que chama a atenção também para o fato de que o setor de festas infantis envolve vários tipos de negócios. Entre eles estão alimentação, entretenimento, prestação de serviços, espaço físico, decoração, brinquedos, objetos de decoração, entre outros.

Setor de brinquedos tem faturado alto nas festas infantis. A piscina de bolinhas não pode faltar.

João Moura me contou que o Sebrae em Curitiba tem recebido um grande número de pessoas interessadas em empreender na área de festas infantis. Segundo o consultor, a maioria dos futuros empreendedores decidiu entrar no mercado a partir do momento que encontrou dificuldades em organizar uma festa de seus filhos e nestas brechas viu oportunidades de negócio.

Na avaliação do consultor do Sebrae, embora o mercado seja bastante concorrido ainda há espaço para novos empreendedores, cujo negócio para ser montado não exige altos investimentos. Agora uma condição essencial é conhecer o mercado, buscar um nicho para explorar, ser profissional e bastante criativo.

Por fim, o mercado de festas infantis é uma boa aposta para quem quer empreender, principalmente por que não sofre grandes impactos da sazonalidade e a demanda ocorre durante o ano todo.

Reportagem – Mirian Gasparin
Crédito das fotos – Joel Lopes Júnior

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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