Pedidos de Recuperação Judicial de empresas paranaenses aumentam 33% este ano

Pedidos de Recuperação Judicial de empresas paranaenses aumentam 33% este ano

A queda na atividade econômica nos últimos anos ainda continua se refletindo em muitas empresas, que não estão tendo outra alternativa a não ser recorrer à recuperação judicial, que é uma medida preventiva utilizada por empresários para manterem vivo seus negócios, barrar cobranças e reorganizar as dívidas.

No Paraná o número de recuperações judiciais surpreende. De acordo com informações do Tribunal de Justiça, foram distribuídos, este ano, no Estado, 133 processos de Recuperação Judicial, o que representa um crescimento de 33% em relação a 2018. Só para se ter uma ideia, a média mensal de pedidos de recuperação judicial, este ano, no Paraná, foi de 12,8 contra uma média de 8,3 no ano passado. Ainda segundo o Tribunal de Justiça, estão em andamento 672 ações de recuperação judicial de empresas paranaenses.

Marcelo Lauer: “a recuperação judicial é um tema árido”.

Eu conversei com o advogado Marcelo Lauer, que é membro da Comissão de Estudos de Recuperação Judicial e Falência da OAB, no Paraná, e ele me disse que a tendência daqui para frente é de uma redução nos pedidos de recuperação, tendo em vista que a economia dá sinais de recuperação e os indicadores apontam o aumento de confiança dos empresários.

Um dos setores que mais sofreu nos últimos anos foi o da construção civil. A retração econômica, somada aos atrasos de pagamento do governo federal e ao alto endividamento feito na época do boom imobiliário, ainda está se refletindo na indústria da construção civil. Mais de 200 construtoras em todo o País recorreram à Recuperação Judicial nestes últimos quatro anos, como forma de evitar a falência.

Na semana passada, a surpresa foi a aprovação pelo Tribunal de Justiça do Paraná  do pedido de recuperação judicial do Grupo Thá, que foi fundado em Curitiba há 125 anos e atua hoje em 17 estados brasileiros. O endividamento da tradicional construtora ocorreu depois que o seu controle foi transferido para um fundo de investimento americano, que acabou saindo em 2016. Desde então a Thá vinha procurando equacionar seus passivos financeiros com grandes bancos, mas não conseguiu.

Segundo me disse o advogado Marcelo Laufer, junto com a Thá, outras construtoras também correm o risco de ter que recorrer à Recuperação Judicial, principalmente aquelas que não tiverem estoque para a sua capitalização. De acordo com o advogado, as empresas que passam pela recuperação judicial se deparam com um cenário difícil e não têm qualquer acesso a crédito.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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