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Governo federal quer acelerar instalação de PCHs no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro começou 2020 com mais um aceno ao setor de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Durante bate-papo ao vivo com os eleitores, transmitido nas suas redes sociais, Bolsonaro reafirmou o compromisso do governo federal de agilizar a instalação de PCHs no Brasil.

Bolsonaro falou sobre as restrições que os órgãos ambientais impõem para os que pretendem empreender nesta área: “Para fazer uma pequena represa é uma dor de cabeça terrível. Uma Pequena Central Hidrelétrica levava até 10 anos [para ser instalada]. Estamos finalizando um estudo para facilitar a vida de quem quer fazer uma PCH em sua propriedade” disse.

Para o presidente da Diretoria-Executiva da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas (ABRAPCH),  Paulo Arbex, uma mudança na dinâmica de aprovação ambiental é essencial neste momento de rediscussão da matriz energética.

“Por isso defendemos um processo mais justo, racional e célere, em que cada agente assuma os custos de compensação de seus respectivos impactos ambientais totais, que sua energia seja valorizada de acordo com os reais benefícios e qualidade que oferecem”, disse. “Infelizmente, ainda vigora no Brasil uma preocupação ambiental seletiva, uma espécie de dumping ambiental. Exige-se das pequenas hidrelétricas padrões quase hospitalares, enquanto aceita-se de outras atividades econômicas poderosas padrões ambientais de lixões”, acrescentou.

Produção de peixes

O presidente Jair Bolsonaro também destacou os números potenciais da produção de peixe em água doce. O presidente apresentou dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), indicando que 1 hectare de água represada é o suficiente para a criação de 10 a 15 toneladas de tilápia por ano.

“Espero que não tenha problema com o Ibama para fazer a represa. Sabemos que tem multas. Estamos revendo esse assunto.”, afirmou.

De acordo com o Secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior, com um sistema de cultivo intensivo este índice pode chegar a 100 toneladas/ano. A piscicultura é uma das atividades que podem ser desenvolvidas em regiões em que PCHs e CGHs são instaladas.

HISTÓRICO

Até 1999, as hidrelétricas representavam mais de 85% da capacidade instalada da matriz elétrica brasileira. Nesta época, o país disponibilizava uma das energias mais baratas do mundo.

Desde então, a mudança na política ambiental alterou o cenário. A participação das hidrelétricas na matriz elétrica desabou de 85% em 2000 para 61,2% em 2019. Entidades do setor atribuem a queda à burocracia enfrentada na autorização de novos empreendimentos, que pode levar mais de 10 anos.

Mudança traz resultados drásticos

O presidente da Diretoria Executiva da ABRAPCH considera que esta mudança trouxe resultados drásticos para o país: “Entre as consequências, tivemos a explosão da conta de luz, a destruição de empregos no Brasil, a explosão de 700% nas emissões de CO2 do setor elétrico (sendo que o IPCC-ONU afirma que as mudanças climáticas ocorrem devido a um aumento de apenas 40% na concentração de CO2 na atmosfera em 200 anos) e um enorme processo de desindustrialização, empobrecimento e destruição de valor no Brasil”, concluiu Paulo Arbex.

A postura receptiva do presidente Jair Bolsonaro à desburocratização para instalação de novas PCHs e CGHs traz otimismo ao setor. As recentes movimentações do governo federal aumentam a expectativa para que as hidrelétricas ampliem sua atuação na matriz energética brasileira.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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