8 tendências impactarão o varejo e a indústria de bens de consumo

8 tendências impactarão o varejo e a indústria de bens de consumo

O mercado de consumo está em plena transformação. Os consumidores estão mais informados, conectados, exigentes, engajados e conscientes dos seus papéis na cadeia de valor do setor. Há um aumento crescente do comércio eletrônico e do uso da tecnologia para a sobrevivência e o desenvolvimento das empresas, que se tornou ainda mais relevante diante dos reflexos da Covid-19. Essas são algumas das conclusões da pesquisa “As principais tendências que afetarão o setor de varejo e a indústria de CPG nos próximos anos na América do Sul”, produzida pela KPMG.

“Em linhas gerais, o consumidor foi empoderado, abandonou seu papel passivo e se tornou o epicentro em torno do qual o setor evolui e as empresas definem suas estratégias. Nesta realidade, há várias arestas que as empresas precisam aparar para terem sucesso. As soluções podem estar no fomento a novas experiências, na geração de lealdade e em um posicionamento mais favorável na mente das pessoas”, afirma Fernando Gambôa (foto), sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG na América do Sul.

O conteúdo também revelou que, diante de todo esse processo de transformação, e já considerando os efeitos relacionados à Covid-19, são 8 as tendências mais importantes para o setor de Consumo e Varejo na América do Sul para 2020 e os próximos anos, os quais também afetam os bens de consumo embalados (CPG). Estas tendências derivam também das conclusões do NRF Retail´s Big Show 2020, evento que ocorreu na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, e de outras pesquisas da KPMG.

As tendências identificadas pela KPMG foram:

1- Pessoas no centro
2- A experiência e a lealdade do cliente
3- A confiança como motor do crescimento
4- Rumo a um modelo eficiente e ético no uso dos dados pessoais
5- As novas plataformas e modelos de negócios
6- Cooperação e colaboração
7- Cadeia de suprimentos inteligente e responsiva
8- A tecnologia como base para o desenvolvimento

“Os casos de sucesso já revelam que, no futuro, não haverá varejo sem tecnologia. O setor todo estará muito mais digitalizado e a mudança nos hábitos de consumo e seus impactos no fluxo de compras está mudando significativamente a definição de consumidor. Essa nova realidade exige que as empresas implementem definitivamente novas estratégias de negócios”, afirma Paulo Ferezin, sócio-líder de Varejo e de Alimentos e Bebidas da KPMG no Brasil.

A pesquisa evidenciou ainda que, embora alguns países se esforcem para se manterem na fronteira do desenvolvimento e compartilhem algumas das conquistas do setor em mercados mais desenvolvidos, a América do Sul está, em geral, atrasada.

Os níveis mais baixos de renda e consumo per capita afetam o valor e a quantidade de produtos distribuídos e significam níveis mais baixos de investimentos. Contudo, as empresas da região estão gerando iniciativas para se manterem atualizadas, principalmente em função dos efeitos da pandemia.

De acordo com a pesquisa, a Covid-19 tem sido ainda uma grande impulsionadora para a adoção e utilização de novas tecnologias, fazendo com que empresas concentrem recursos e esforços na utilização de análises preditivas para entenderem melhor hábitos e tendências, se anteciparem em ofertas e promoções, e otimizarem a cadeia de suprimentos com o objetivo de oferecerem experiências cada vez mais diferenciadas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *