Índice de inadimplência dos aluguéis neste período de pandemia ficou abaixo do previsto pelas imobiliárias

Índice de inadimplência dos aluguéis neste período de pandemia ficou abaixo do previsto pelas imobiliárias

Depois de 40 dias da decretação do isolamento social, o setor de imóveis começou a analisar os números registrados no período e chegou à conclusão que eles foram muitos melhores do que se previa. Eu conversei com o empresário Leonardo Baggio, que é vice-presidente de Locação do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná, o Secovi, e ele me disse que as imobiliárias previam que diante das consequências do isolamento social a inadimplência dos aluguéis comerciais e residenciais poderia chegar a 50%.

No entanto, estudo do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), que é ligado ao Sistema Secovi/PR, apontou que a inadimplência de aluguéis com até 30 dias de atraso está em 6,6% e para mais de 30 dias de atraso no pagamento este porcentual cai para 1,4%. Isso significa que, no geral, o índice de inadimplência dos aluguéis em Curitiba é de 8% e 92% dos inquilinos estão pagando em dia o seu aluguel, embora muitos tenham perdido seu emprego ou tiveram seu salário reduzido.

Na avaliação do vice-presidente do Secovi, o baixo índice de inadimplência pode ser atribuído às negociações entre inquilinos e donos de imóveis, que começaram a partir do final de março e continuaram durante todo o mês de abril. Leonardo Baggio (foto) me explicou que, na média, os descontos chegaram a 30%, mas a recomendação do Secovi é que no momento da negociação haja bom senso entre as partes envolvidas, e que o locatário apresente argumentos plausíveis.

O que se verifica é que muitos proprietários de imóveis vivem do rendimento de aluguéis. Neste caso, eles também estão passando por um momento difícil.

Porém, o que mais tem causado preocupação aos empresários do setor de imobiliário, segundo me contou o vice-presidente do Secovi, é a incerteza de quando a quarentena vai acabar. Como não sabe quanto tempo este período de isolamento social ainda vai durar, todo o setor se sente inseguro para tomar decisões.

No entanto, Leonardo Baggio me disse que a quarentena serviu para mostrar que as coisas daqui para frente jamais serão as mesmas e que o trabalho em home office veio para ficar, pelo menos no setor imobiliário. Muitas imobiliárias chegaram a conclusão que o trabalho em home office se mostrou produtivo e que muitos profissionais da área administrativa e financeira deverão continuar suas atividades em casa quando o mercado voltar à normalidade.

Mirian Gasparin

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *