Indústria têxtil e de confecções está preocupada com saúde e retomada econômica

Indústria têxtil e de confecções está preocupada com saúde e retomada econômica

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) manifesta sua preocupação, que também reflete a apreensão das empresas do setor, com o risco de colapso dos sistemas produtivos, no contexto da pandemia da Covid-19, que abala o mundo e o Brasil. Por isso, a entidade entende ser preciso, com todo o cuidado e responsabilidade e de modo coordenado e organizado, com envolvimento e sinergia da União, estados e municípios, iniciar a retomada das atividades da indústria, comércio, serviços e transportes.

“É necessário planejar o reinício do funcionamento de todas as cadeias de suprimentos, considerando sua interdependência, de modo a dar um horizonte para as empresas e para as pessoas que nelas trabalham. Sem dúvida, a prioridade é a vida humana. Por isso, é preciso cuidar da saúde das pessoas, mas também da saúde da economia, pois empregos e renda são fundamentais para o bem-estar individual e da sociedade. Inclusão social e maior cuidado com os vulneráveis são igualmente importantes para uma existência saudável das pessoas e famílias”, diz a Abit.

Sem uma retomada planejada e organizada das atividades, a entidade afirma que o setor corre sério risco de criar uma situação sem precedentes no País, alargando ainda mais o número de desalentados e desempregados, lembrando que já havia mais de 11 milhões de pessoas sem emprego antes da pandemia. “Há risco de um agudo crescimento da perda de postos de trabalho e de fechamento de empresas. Por isso, é necessário que o Brasil tenha uma perspectiva de reinício dos negócios, em acordo com a necessária prudência diante do quadro de pandemia ora vivido”, alertam os dirigentes da Abit.

A Abit considera mais do que importante que a população vulnerável e de risco permaneça sob os cuidados e orientações prescritos pelas autoridades competentes. Ademais, devem ser adotadas e mantidas todas as precauções e instruções com higiene, limpeza e organização dentro do ambiente de trabalho.

A Abit e o setor têxtil e de confecção estão trabalhando intensamente no sentido de contribuir para que o País supere a grave conjuntura. Tal mobilização é importante e patriótica, dado que nossa indústria é relevante no contexto da manufatura e da economia nacional, tendo impacto em vários outros setores, empregando 1,5 milhão de pessoas diretamente e produzindo, dentre outros itens, produtos médico-hospitalares, tão necessários neste momento da vida nacional.

“Se considerarmos os empregos indiretos e efeito renda, são oito milhões de pessoas envolvidas com o segmento têxtil e de confecção. Estamos todos vivendo uma percepção de vulnerabilidade, porém poderemos usar a tecnologia para organizar as informações e utilizarmos toda a rede de proteção social que construímos para enfrentar o vírus, com coesão e não com o caos social. A saída desta crise precisará de fortes ações do governo, mas também do setor privado, dentro das suas competências e possibilidades. Solidariedade é uma palavra-chave, pois estamos todos no mesmo barco”, afirma a entidade.

Na avaliação da Abit, é preciso ter equilíbrio e discernimento para encontrar o balanço adequado entre o cuidado com pessoas, objetivo fundamental, e a atenção com a economia. Não são e não podem ser escolhas excludentes, mas, ao contrário, devem ser sempre convergentes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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