Mais de 85% dos jovens aceitariam participar de processo seletivo online durante a pandemia

Mais de 85% dos jovens aceitariam participar de  processo seletivo online durante a pandemia

Uma pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos e gestão de pessoas Eureca, especializada em público jovem, indica que os processos seletivos totalmente online podem ser uma alternativa para manter as oportunidades de contratação durante a pandemia. Mais de 85% deles disseram que se sentiriam confortáveis caso as datas dos desafios presenciais fossem mantidas, mas os processos fossem realizados de forma online.

Neste caso, a flexibilidade e ausência de deslocamento são os maiores benefícios percebidos por grande parte dos jovens participantes da pesquisa. Entre cancelar o processo ou realizá-lo online, 80% dos candidatos preferem a segunda opção. A pesquisa contou com respostas de 2.919 pessoas, de todas as regiões do Brasil e com idade média de 24 anos, entre os dias 18 e 25 de março. 

Denominada “Empatia em momento de crise”, a edição especial da pesquisa The Truth – consulta periódica realizada pela Eureca com a base de inscritos em sua plataforma – buscou entender os impactos da crise mundial da Covid-19 na busca por oportunidades profissionais pelas juventudes brasileiras, com foco no posicionamento esperado das empresas e em formas de apoiar a adaptação dos processos seletivos para este momento.

“Além de manter os processos que temos em vigência, precisamos buscar expandir novas oportunidades, a fim de dar uma chance para a grande maioria das pessoas em busca de uma vaga. As respostas da pesquisa servirão para aprendermos e direcionarmos nossas ações para melhor resolver os desafios das juventudes que confiam na Eureca para encontrarem seu lugar no mercado de trabalho e novas opções de desenvolvimento”, explica Carolina Utimura, COO da Eureca.

Além do interesse da maioria dos potenciais candidatos em participar de processos seletivos online (apenas 10% da base disse não confiar nos resultados desse modelo), quase 50% disseram não ver prejuízos em realizá-los nesse formato. 

A falta de recursos suficientes para participar de um processo online foi apontado por cerca de 5% de todos os respondentes, indicando que alguns ajustes podem ser necessários para não excluir candidatos. Entre os pontos de atenção e adaptações necessárias apontados pelos jovens estão comunicação limitada (23,78%), instabilidade de conexão com a internet (9,9%), velocidade da internet (7,47%).

As alternativas apontadas para as empresas superarem esses desafios são: investir no aprimoramento da comunicação e da estrutura, com a utilização de metodologias de facilitação e interação que possibilitem a conquista da segurança dos candidatos num encontro virtual (a simulação de prévias de processos seletivos, por exemplo) e do investimento em infraestrutura (internet, equipamentos, etc), acessibilidade e inclusão digital e modelos de processos de educação e seleção inclusivos. 

“Os grandes pontos de atenção estão em garantir adaptações nos processos para quem precisa, e ao mesmo tempo entender as principais dores para gerar soluções para quem ainda não se sente confortável com o modelo online”, avalia Gabriel Viscondi, CGO da Eureca.

Os principais indicadores do que os jovens talentos querem e precisam nesse momento de crise são:

  • A maioria dos participantes eram do sexo feminino (52%), desempregados (62,49%) e inscritos em processos seletivos (61,5%). Entre os desempregados, 96% disseram estar em busca de uma oportunidade. 
  • 90% dos jovens que interagem com a Eureca temem o impacto econômico da pandemia nas empresas e possíveis cancelamentos dos processos vigentes e  abandono dos processos futuros;
  • 85,2% dos participantes sente-se à vontade em participar de um processo seletivo online;
  • Entre cancelar ou manter um processo, adaptando-o para o modelo online, 80% preferem a segunda opção;
  • 48,27% dos respondentes não vê nenhuma dificuldade em participar de processos online;
  • Em termos de adaptação, 25% dos candidatos apontam dificuldades em comunicação e outros 25%, em estrutura;
  • Flexibilidade e ausência de deslocamento são os maiores benefícios percebidos por  grande parte dos jovens de nossa base (52,35% e 23,88%, respectivamente);
  • Os três maiores desafios de se adaptar ao modelo remoto de atividades são: equilíbrio (41,01%), foco (39,84%) e a solidão gerada pelo isolamento (31,55%).

​De acordo com Augusto Nogueira, profissional de Business Intelligence da Eureca, os principais insights gerados pela pesquisa em relação aos processos seletivos com foco em jovens talentos durante a pandemia foram:

  • Cancelar ou congelar processos vai contra a expectativa de jovens e pode gerar distanciamento deles com a marca empregadora em um momento de crise;
  • Existe muita expectativa desse público manifestada pelas palavras “empatia”, “compaixão” e “cuidado”, saúde mental é um tema tão importante quanto dar suporte ao trabalho remoto;
  • Nesse momento, é importante manter a transparência: os jovens esperam informações rápidas e que os permitam tomar decisões ágeis;
  • Jovens querem oportunidade para colaborar com a minimização dos impactos negativos da crise na economia e segurança para manter sua boa saúde sem riscos.

​“Manter os processos pode ser o diferencial para o jovem se apegar à marca no momento de crise. Empresas que foquem somente nos retornos financeiros ou na minimização de custo antes de focar nos colaboradores poderão sofrer pelo descolamento de suas ações com o que é esperado pelas juventudes”, completa Carolina Utimura, COO da Eureca.   

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *