Manifesto aponta medidas para garantir emprego e atividade das empresas de TI

Manifesto aponta medidas para garantir emprego e atividade das empresas de TI

A Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro) divulgou um manifesto em que defende uma série de medidas para garantir o emprego e a atividade das empresas de TI, neste momento em que a economia sofre os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Auxílio governamental para a remuneração dos empregados do setor, ações tributárias, investimentos e manutenção de todos os contratos com órgãos públicos fazem parte do conjunto de pleitos da entidade.

O presidente da Federação Assespro, Ítalo Nogueira, assina o documento, que expressa o posicionamento das unidades regionais, como a Assespro-Paraná. O caráter essencial das atividades desenvolvidas pelas empresas de TI neste período de enfrentamento da pandemia é ressaltado no documento.

“Todos que integram o segmento da tecnologia estão contribuindo para manter a população conectada para assim minimizar os efeitos do isolamento social causada pela COVID-19. O documento ainda apresenta os serviços de TI como essenciais no fornecimento da infraestrutura estratégica utilizada pelas mais diversas ações de governo neste momento, seja nos sistemas de gerenciamento hospitalar, de telemedicina, ou mesmo para a realização da mais diversas reuniões telepresenciais mantidas pelas autoridades nos últimos dias”, afirmou o presidente da Assespro-PR, Adriano Krzyuy.

MEDIDAS

As medidas defendidas pela Federação Assespro foram dividas em seis pontos. O primeiro deles trata da destinação de no mínimo 2% dos recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento em investimentos específicos de inovação feitos por empresas privadas de tecnologia. Tais fundos existem para financiar o setor produtivo de três regiões historicamente preteridas – Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

O segundo ponto listado pelo manifesto pede “apoio a uma ação geral para manutenção dos empregos”, por meio da qual o governo federal auxiliaria com até R$ 2.500 por mês para a remuneração dos empregados. Esse auxílio seria por três meses, e em contrapartida as empresas não poderiam realizar demissões.

Ainda o segundo ponto solicita às empresas do setor de TI liberação de crédito pré-aprovado pelos bancos públicos, dispensando a comprovação de “garantia real”. A contrapartida das empresas seria igualmente a manutenção dos empregos.

O terceiro ponto do Manifesto da Federação Assespro aborda a relação entre os órgãos públicos e o setor de TI. O texto pede a manutenção dos contratos e “a rápida liberação do pagamento de dívidas” dos órgãos públicos para com as empresas. O intuito é assegurar a continuidade das atividades desenvolvidas, e a manutenção dos postos de trabalho.

O diferimento integral do Simples Nacional, por seis meses, é a medida defendida no sexto ponto do manifesto. O sétimo item defende a postergação do período decretado como calamidade pública (em função da pandemia do Covid-19) no que tange “a entrega de todas as obrigações acessórios”. Já o oitavo e último ponto do Manifesto reivindica a postergação, em 180 dias, da data de vencimento de quatro tributos ( IRPJ, CSLL, PIS e Cofins), “sem a incidência de multas, juros e correções”.

APOIO

O Manifesto da Federação Assespro pontua também apoio a decisões já tomadas pelo governo federal, no que se referem à área trabalhista e ao estímulo ao crédito. São elas os itens da Medida Provisória 927/2020 (antecipação de férias, férias coletivas, antecipação de feriados, banco de horas, entre outros), e a simplificação das exigências para a contratação de crédito e de dispensa de documentação (certidão negativa de débito) para a renegociação de crédito, bem como facilitação de renegociação de dívidas decorrentes dos efeitos da pandemia.

Por fim, a instituição se coloca à disposição para contribuir com o enfrentamento desse período crítico. “A Federação Assespro segue trabalhando em conjunto com as entidades parceiras em diferentes segmentos para encontrar soluções para o enfrentamento da crise, colocando-se agora, mais do que nunca, aberta ao diálogo com as autoridades federais, estaduais e municipais, para juntos fazermos com que o Brasil saia dessa crise mais forte”, finaliza o documento.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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