Profissionais de contabilidade e finanças temem uso de criptomoedas

Profissionais de contabilidade e finanças temem uso de criptomoedas

O profissional de contabilidade e finanças, que tinha um estereótipo de extrema formalidade e com associação às funcionalidades mais “palpáveis”, hoje tem recebido novas caracterizações por conta da chegada de novas tecnologias para auxiliá-los. Entre as possibilidades inovadoras que o mercado de trabalho oferece está o uso da criptomoeda, alternativa que pode colaborar para o trabalho dos profissionais, já que poderia ser usada como reserva de caixa e valorização de valor, mas ainda enfrenta desafios como estruturação, regulamentação governamental e popularização, aponta o coordenador do MBA de International Financial Reporting Standards (IFRS) da Fipecafi, Alexandre Evaristo.

Para Evaristo, as criptomoedas vêm para facilitar a realização de transações econômicas, sendo um meio de pagamento adicional eficiente, global e seguro, mas que ainda encontra alguma resistência. “Nesse sentido, os profissionais de contabilidade e finanças irão se deparar com o desafio de estruturação, reconhecimento, mensuração e evidenciação de novos modelos de negócios, em que as criptomoedas serão um meio de pagamento cada vez mais corrente”, explica.

Ponto crítico

De acordo com o coordenador, há diversos criptoativos e eles não são moedas regulamentadas por uma entidade governamental. “O ponto crítico é torná-las mais aceitas em estabelecimentos comerciais, popularizá-las e, principalmente, fazer o uso de uma maneira mais lícita, pois elas podem ser usadas para fins ilícitos”, alerta.

O uso das criptomoedas pode ser ilimitado, ultrapassando as práticas mais voltadas aos negócios e finanças, assim atingindo outros públicos, na opinião do especialista. “Como meio de pagamento, há a possibilidade de qualquer estabelecimento comercial aceitá-las no futuro, de modo que ela possa alcançar todas as pessoas e recursos ao longo dos próximos anos. Se comparado ao uso do cartão de crédito, que precisa ter vínculo com uma conta, o criptoativo é mais vantajoso, pois é uma moeda global, muitas vezes não estando sujeita a alguns tributos, o que pode ser benéfico”, declara.

Desafios com a Era 4.0

Por mais que a transformação tecnológica exista há um tempo e esteja em constante evolução, para os profissionais de contabilidade e finanças há inúmeros desafios e precauções.

“Estes especialistas vivem em uma sociedade cada vez mais informatizada, dentre os quais se destacam a necessidade constante de atualização técnica e a visão prospectiva para os novos modelos de negócios. Cada vez mais é exigida uma maior capacidade analítica dos profissionais, seja para parametrizar os comandos, seja para analisar as informações contábeis. O fenômeno da informatização e da robotização já afeta e afetará muito mais o mercado de trabalho, de forma que os trabalhos mecânicos tendem a ser substituídos”, finaliza.

Evento

As dificuldades e desafios encontrados pelos profissionais de finanças e contabilidade diante da inovação tecnológica será o tema apresentado pela Fipecafi durante o 22º Congresso Anefac, nesta sexta-feira (29), às 9 horas.

O evento, que pela primeira vez acontecerá totalmente online, reunirá especialistas em RH, administração e finanças para discutirem temas relacionados aos dilemas éticos e o impacto das novas tecnologias na sociedade. O encontro é gratuito e a inscrição pode ser feita pelo site.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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