Indústria Criativa planeja retomada com automatização de tarefas e experiência do consumidor

Indústria Criativa planeja retomada com automatização de tarefas e experiência do consumidor

Parado há mais de quatro meses, o mercado de shows, eventos e entretenimento foi o mais afetado pela pandemia. Com uma gama de profissionais impactados, tais como artistas, produtores, maquiadores, operadores de som e técnicos de diversas áreas, foi um dos primeiros segmentos a fechar e será um dos últimos a retornar de fato devido a característica que envolve invariavelmente a aglomeração do público. Mas isso não tem impedido artistas de fazer shows, nem tampouco empresários de planejar uma retomada gradual, segura e mais tecnológica. 

De um lado artistas estão se reinventando e indo muito além das lives. Para levar alegria aos fãs resgatam hábitos antigos como a cantora Luisa Sonza, o Grupo Roupa Nova, o cantor Belo, entre outros que retornaram aos palcos com apresentações realizadas em drive-in. Do outro lado da indústria criativa, produtores de eventos e empreendedores do setor planejam o retorno apostando nas vantagens que a indústria 4.0 pode oferecer ao nosso novo modo de viver, o “novo normal”.

Foi pensando nas adaptações e no retorno do mercado de eventos que o empreendedor do setor Edison Edwin se uniu a produtores e empresários do entretenimento para implantar uma linha de máquinas operadas com sistemas de hardware inteligentes que automatizam as tarefas de barman, atendente, e, simultaneamente, disponibilizam sensores de álcool em gel para os consumidores fazerem a higienização das mãos. 

O objetivo das máquinas que recebem o nome de Leva Bar e Leva Lanches é auxiliar no processo de retomada na fase 4 da flexibilização, atividade em espaço cultural fechado, com restrição de capacidade e o mínimo de contato físico entre profissionais de atendimento e consumidores.  “Assim como a maioria dos mercados, o de eventos também vai ter que passar por mudanças para se adaptar a essa realidade. Além de limitar a entrada de pessoas, com o retorno das atividades, evitar o contato físico e automatizar tarefas será necessário para aumentar a segurança de todos,” explica Edwin.

 

Automação é indispensável com o “novo normal”

O mundo atravessa a era da transformação nas preferências e expectativas dos consumidores. Negócios que não acompanharem essa evolução certamente ficarão para trás. Companhias de todos os segmentos estão buscando trabalhar de maneira mais eficiente, atendendo melhor a seus clientes e se tornando mais competitivo. 

Estudo recente da Accenture mostra a relação entre a implementação de tecnologias com o desempenho financeiro das empresas. Os negócios que menos investiram em inovação perderam 15% em receita anual e, até 2023, podem comprometer cerca de 46% de seus ganhos potenciais. Já pesquisa do Senai indica que micro, pequenas e médias empresas que adotam tecnologias da indústria 4.0 aumentam sua produtividade em 22%, em média.

Desde 2015 que o empreendedor Edison Edwin já acompanhava os avanços em iOT, mesmo que uma pandemia como essa fosse inimaginável na cabeça dele e de qualquer outra pessoa. Há oito anos apostou em uma fábrica de vending machine especializada em melhorar a experiência dos consumidores e ajudar as empresas a darem um toque de raridade nos projetos para o cliente final. 

Sua primeira invenção focada em experiência foi a Sapatizi, franquia de de vending machine para festas de casamento e aniversários presente em 13 estados brasileiros cujo o objetivo é oferecer experiências de conforto e comodidade que vão desde de tecnologias para massagear os pés até máquinas com compartimentos para carregar o celular em festas e eventos – a Sapatizi Louge.  

“A automação pode ser empregada em qualquer tipo de negócio, de qualquer tamanho, permitindo que as pessoas continuem a executar suas atividades, garantam sua subsistência e se reinventem em um mundo que a demanda pela transformação digital cresce a cada dia. Os negócios que entenderem isso conseguirão ser raros e únicos em suas áreas de atuação e, ao mesmo tempo, vão proporcionar uma melhor experiência para o cliente final,’’ conclui o empreendedor Edison Edwin.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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