Pesquisa aponta que Ibovespa pode superar os 110 mil pontos este ano

Pesquisa aponta que Ibovespa pode superar os 110 mil pontos este ano

Nos últimos dias a XP Investimentos realizou uma nova pesquisa com os assessores de investimento de escritórios autônomos sobre a bolsa brasileira. Nesta edição, foram obtidas 429 respostas únicas.

De acordo com a pesquisa de agosto, 89% dos assessores acreditam que o Ibovespa superará os 110 mil pontos até o fim do ano, sendo a média de palpites de 111.361, em forte recuperação do vale de 63 mil pontos em março e um pouco abaixo do target de 115 mil pontos.

Os assessores de investimentos reportaram que seus clientes voltaram a acreditar na bolsa de valores como oportunidade de compra. 52% pretendem aumentar seus investimentos em renda variável, +14p.p vs. 38% em julho, enquanto 40% dos clientes devem manter sua exposição em ações.

O interesse em investimentos internacionais se manteve alto e os fundos (multimercados, imobiliários e de renda variável) continuam em destaque. Por fim, os assessores enxergam o cenário econômico brasileiro (26%) e a liquidez global (25%) como os maiores propulsores para a Bolsa em 2020 e o cenário político no Brasil como o maior risco (53%).

Alocação em ações acima da média histórica

A alocação em renda variável dos clientes de varejo se encontra acima da média histórica em mais da metade dos casos (58%), terceiro maior valor desde o início da série histórica. Houve uma diminuição de 6p.p. em relação a julho, porém, ainda superior à alocação do início da crise (53% na Edição Coronavírus) e apenas 2p.p. abaixo do período pré-crise (60% em fevereiro).

Adicionalmente, segundo os assessores da XP, a alocação de seus clientes está em linha com a média histórica em 28% dos casos. Como consequência, o percentual de alocação abaixo da média histórica é de 7%, o terceiro menor valor.

 

Interesse em renda variável volta a crescer

O percentual de interessados em aumentar seus investimentos em renda variável (52%) cresceu 14p.p. em relação a julho (38%), enquanto 40% pretende manter seus investimentos em tal classe de ativos.

Apenas 8% dos assessores reportaram que seus clientes pretendem diminuir seus investimentos em renda variável, mostrando que a maioria voltou a ver o momento atual como oportunidade de compra.

 

Interesse por fundos continua alto

Além de Renda Variável, as classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: 1) Investimentos Internacionais (78%); 2) Fundos Multimercado (60%); 3) Fundos Imobiliários (58%); 4) Fundos de Renda Variável e Ouro (ambos 44%); 5) Tesouro Direto e Renda Fixa (18%); e 6) Fundos de Renda Fixa (12%).

Cresce procura por fundos imobiliários

É interessante notar que o interesse por investimentos internacionais continua crescendo pelo quinto mês consecutivo: 78% dos assessores reportaram que seus clientes estão interessados em tal classe de ativos. O interesse por fundos imobiliários aumentou 5p.p. em relação a Julho e fundos multimercado e de renda variável se mantiveram em destaque, seguindo aproximadamente o mesmo patamar do mês passado.

Outros dois fatores são o contínuo aumento do interesse por ouro (44%), +5p.p. em relação Julho, e uma leve diminuição no interesse por renda fixa, tanto fundos (-1p.p.) quanto Tesouro Direto (-2p.p.).

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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