Digitalização da economia chega ao setor bancário e deve ampliar acesso de pequenos negócios a crédito

Digitalização da economia chega ao setor bancário e deve ampliar acesso de pequenos negócios a crédito

As mudanças impostas pela pandemia do novo coronavírus colocaram a importância das tecnologias digitais ainda mais em evidência na economia. O que se configurava como tendência, acabou se consolidando como realidade em um prazo menor que o esperado. Em pouco mais de cinco meses de isolamento social, imposto pela pandemia, essa nova realidade alcançou a todos os segmentos de atividade.

De padarias a lojas de roupas, as empresas tiveram de adaptar-se aos novos hábitos de consumo da população e ampliar sua presença nas plataformas online. Nesse contexto, nem mesmo a forma como pessoas e empresas usam os serviços das instituições financeiras ficou de fora.

Uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostrou que as transações feitas por pessoas físicas, por meio de canais digitais, foram responsáveis por 74% das operações em abril, apenas um mês após o início da quarentena no Brasil.

Menor burocracia

Para as micro e pequenas empresas, esse fenômeno implica, além de mais agilidade e menor burocracia, uma alternativa para o tão desejado crédito. Uma pesquisa realizada pelo Sebrae mostrou que embora 54% dos pequenos negócios tenham buscado empréstimos desde o início da crise, apenas 21% conseguiram o recurso. 

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o crédito concedido para os pequenos negócios continua sendo feito em grande parte (cerca de 68,5% do total), por bancos comerciais. Entretanto, as instituições financeiras não-bancárias como cooperativas de crédito, fintechs, agências e bancos de fomento regionais, tiveram um aumento muito significativo de suas carteiras para os pequenos negócios nesse ano.

“Acreditamos que esse não é um movimento isolado ou circunstanciado pela pandemia e sim, uma tendência que pode ser mais explorada e que contribuirá muito para a desconcentração do mercado de crédito e sobretudo para aumentar a oferta de crédito e outros serviços financeiros para os pequenos negócios no país”, comenta.

“A ampliação da quantidade de ofertantes, como as fintechs, sobretudo com uma maior utilização de ferramentas digitais e custos operacionais menores, podem, em tese, contribuir para a redução dos spreads, o que tem efeito direto sobre o nível de taxas de juros para o tomador final”, analisa Melles.

Spread cai

Segundo o presidente do Sebrae, somente nesse ano, o spread médio sobre as operações de crédito com recursos livres para empresas caiu consideravelmente (de 12,5 pontos percentuais em janeiro para 8,6 pontos percentuais em julho, segundo dados do Banco Central).

“A entrada de novas instituições, com a prestação de serviços mais rápidos e com menores custos operacionais e melhores experiências dos usuários, tende a atrair mais clientes para essas instituições, sobretudo entre os pequenos negócios”, avalia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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