BTG Pactual investe em projeto de segurança hídrica no Paraná

BTG Pactual investe em projeto de segurança hídrica no Paraná
O BTG Pactual (BPAC11), maior banco de investimentos da América Latina, é o novo parceiro do movimento Viva Água, iniciativa que busca melhorar a qualidade hídrica na Bacia do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais, no Paraná, a partir de ações de conservação da natureza e de empreendedorismo sustentável.
 
O modelo tem potencial para ser replicado em outras localidades do País, com ações que contemplam a recuperação da vegetação nas margens dos rios, a capacitação de produtores rurais em modelos de agricultura mais sustentável e o incentivo a atividades como o turismo rural.

O investimento do BTG Pactual no Viva Água, na ordem de R$ 200 mil, faz parte da iniciativa #NumerosQueImportam e tem como objetivo promover a segurança hídrica por meio de iniciativas como fomento ao empreendedorismo de impacto socioambiental positivo e a criação de instrumentos financeiros inovadores capazes de desenvolver os pequenos negócios e a produção agrícola sustentável.

Projeto interessante para o banco

“Atualmente, a Bacia do Rio Miringuava é responsável pelo abastecimento de 230 mil pessoas, devendo chegar a 650 mil nos próximos anos. É o tipo de projeto que interessa ao BTG Pactual, pela relevância do tema e pelo alcance das ações, pois estamos contribuindo para que a água fique disponível por mais tempo, mesmo em momentos de estiagem”, afirma o CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti (foto).

O movimento Viva Água foi idealizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e reúne atores públicos, privados, acadêmicos e da sociedade civil organizada em torno da recuperação e conservação da Bacia do Rio Miringuava, bem como o fomento a negócios de impacto socioambiental positivo na região. A bacia é responsável por abastecer mais de 230 mil habitantes na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Diante da estiagem que afeta hoje diversas localidades no Brasil, reservatórios têm registrado volumes cada vez mais baixos de água. Na Região Metropolitana de Curitiba, por exemplo, os reservatórios estão com 30% da sua capacidade. Nesse contexto, os impactos do desmatamento na Amazônia e os efeitos do aquecimento global têm criado uma situação de insegurança hídrica em várias localidades do País, o que pode se agravar nas próximas décadas. Modelos adaptáveis como o criado pelo movimento Viva Água podem ajudar na redução desses impactos a longo prazo.

“O problema da insegurança hídrica pode ser visto em diferentes regiões do Brasil e vai além dos investimentos públicos no setor de saneamento. A conscientização e o envolvimento de outros setores são essenciais. A conservação e a recuperação dos ambientes naturais, aliados à adoção de boas práticas do uso do solo nas bacias hidrográficas do país, são primordiais para criarmos uma infraestrutura natural capaz de manter nossos rios vivos e gerar oportunidades de negócios que se beneficiam deste ativo”, explica o coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam.

Ações conjuntas

Uma das ações do Viva Água é recuperar a vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanente em parceria com agricultores da região. Com isso, a vegetação aumenta a resiliência do solo e funciona como uma esponja, que absorve a água da chuva e alimenta os rios gradualmente.
 
Outro aspecto importante é que o solo protegido por vegetação natural ou por boas práticas agrícolas não é levado para os rios, evitando a presença de sedimentos na água e o seu assoreamento. Consequentemente, as estações de tratamento de água gastam menos tempo e recursos para disponibilizar água tratada para o consumo da população.

O cenário atual de estiagem em várias localidades no País mostra a importância de se investir em sistemas de prevenção. Um relatório publicado neste ano pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) projeta que, em 2030, a demanda de água terá aumentado 2.000% em relação aos últimos 100 anos, o que poderia levar milhões de brasileiros ao enfrentamento de severas crises hídricas.

O movimento Viva Água é uma realização da Fundação Grupo Boticário em parceria com ProAdapta, Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Sebrae Paraná e BTG Pactual. O projeto também conta com apoio da Prefeitura de São José dos Pinhais e SJProspera.

Esta é mais uma ação com geração de impacto socioambiental positivo que conta com apoio do BTG Pactual, a qual se soma aos esforços de combate à Covid-19. Em 1º de abril, o Banco e seus sócios anunciaram a doação de R$ 50 milhões para iniciativas de combate ao vírus. Agora, o valor do investimento social já chega a mais de R$ 60 milhões graças à captação com parceiros.
 
As doações já beneficiaram mais de 2,2 milhões de pessoas em 16 estados do País. Acompanhe as iniciativas por meio da campanha #NumerosQueImportam, disponível aqui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *