Pesquisa aponta que apenas 24% dos clientes de bancos conhecem o Pix

Pesquisa aponta que apenas 24% dos clientes de bancos conhecem o Pix

Uma pesquisa realizada pela consultoria Bain & Company apontou que apenas 24% dos clientes de bancos conhecem e entendem como o Pix será utilizado. O novo serviço de pagamentos instantâneos que permite o cadastramento de usuários começou a receber pedidos de adesão no início de outubro e estará disponível para uso a partir de 16 de novembro.

A consultoria entrevistou mais de 10 mil pessoas por meio de uma pesquisa online entre os dias 25 de setembro e 2 de outubro para entender as primeiras percepções sobre o Pix. O levantamento foi feito por meio do NPS Prism, ferramenta recém-lançada no Brasil pela Bain para medir de forma ampla e robusta a percepção de clientes de bancos de varejo. 

Ameaça

Cerca de 63% estão interessados em utilizar o Pix futuramente ou já cadastraram alguma chave, porém entre a população que não usa canais digitais, o tema ainda é desconhecido para 57% do grupo. 

“Os níveis de conscientização variam muito entre os bancos, e muitas vezes o tema é abordado por concorrentes em vez do banco principal, transformando o Pix em uma ameaça significativa para as instituições incapazes de converter sua base à frente dos concorrentes”, explica Antonio Cerqueiro, sócio da Bain & Company.

Confira o que mostra o levantamento

  • 62% dos entrevistados conhecem o Pix: 24% entendem de fato do que se trata, enquanto 38% apenas ouviram falar.
  • Considerando pessoas que usam um canal digital como principal canal de interação com o banco, 67% conhecem o Pix. Este número cai para 43% quando são consideradas apenas pessoas que não utilizam nenhum canal digital.
  • 70% dos respondentes interessados em usar o Pix o usariam para pagar contas ou boletos e transferir dinheiro para amigos e parentes.
  • Quanto à compra de produtos e serviços, 49% dos respondentes interessados usariam o Pix para compras na internet, enquanto 43% o usariam para compras em estabelecimentos.
  • Entre as principais razões para usar o Pix, os respondentes apontaram a rapidez, flexibilidade, facilidade, o fato de não existirem tarifas e de ser uma inovação.
  • Para respondentes que não possuem interesse no Pix, as principais razões para não usá-lo são o pouco uso de transferências/pagamentos, não querer mudar a atual forma de fazer transferências, já ter suas necessidades atendidas por um banco e questões relativas à segurança do Pix.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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