Produção de aço brasileiro caiu 4,9% em 2020

Produção de aço brasileiro caiu 4,9% em 2020

A produção siderúrgica nacional totalizou 31 milhões de toneladas no ano passado, queda de 4,9% comparativamente ao volume produzido em 2019, de acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Aço Brasil. Na avaliação do presidente executivo da entidade, Marco Polo de Mello Lopes, a redução foi devido “à parada de equipamentos ocorrida no momento mais agudo da grave crise de demanda enfrentada pela indústria em abril do ano passado”.

A produção de laminados no mesmo período foi de 21,7 milhões de toneladas, queda de 3,7% em relação ao registrado no acumulado de 2019. A produção de semiacabados para vendas totalizou 7,8 milhões de toneladas de janeiro a dezembro de 2020, apresentando retração de 11,6% na mesma base de comparação.

As vendas internas atingiram 19,2 milhões de toneladas, mostrando expansão de 2,4% em relação ao ano anterior. Para Marco Polo Lopes, isso confirma a recuperação do mercado interno a partir do segundo semestre.

Já as exportações somaram 10,7 milhões de toneladas, ou US$ 5,4 bilhões em valor, ficando 16,1% e 26,6% abaixo do resultado de 2019, respectivamente. Do mesmo modo, as importações alcançaram 2 milhões de toneladas no acumulado até dezembro de 2020, retração de 14,3% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 2,1 bilhões, com diminuição de 13% no período.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 21,2 milhões de toneladas no acumulado de janeiro até dezembro do ano passado. Esse resultado representa alta de 1,2% frente ao registrado no mesmo período de 2019.

Dezembro

De acordo com o Instituto Aço Brasil, no último mês de 2020, a produção brasileira de aço bruto foi de 2,9 milhões de toneladas, revelando aumento de 17,2% frente ao apurado no mesmo mês de 2019. Já a produção de laminados, de 2,1 milhões de toneladas, ficou 41% acima da registrada em dezembro do ano anterior. A produção de semiacabados para vendas foi de 616 mil toneladas, com queda de 29,4% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2019.

As vendas internas subiram 28% em relação a dezembro de 2019 e atingiram 1,8 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2 milhões de toneladas, 30,2% superior ao apurado no mesmo período de 2019.

As exportações de dezembro alcançaram 766 mil toneladas, ou US$ 434 milhões, o que resultou em quedas de 24,1% e 13,5%, respectivamente, na comparação com o mesmo mês de 2019. Em contrapartida, as importações de dezembro de 2020 foram de 204 mil toneladas e US$ 205 milhões, sinalizando alta de 53% em quantum (volume) e 38,5% em valor na comparação com o registrado em dezembro de 2019.

Confiança

O Instituto Aço Brasil divulgou também hoje (18) o Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) referente a janeiro de 2021. “Neste mês, o ICIA ficou estável na comparação com o mês anterior, em 78,9 pontos. A estabilidade frente ao mês de dezembro, após duas quedas consecutivas, ainda mantém o ICIA em patamares historicamente elevados”, destacou Marco Polo Lopes.

O indicador de situação atual ficou em 83,2 pontos, recuando 3,3 pontos frente ao registrado no mês anterior. Já o indicador de expectativas para os próximos seis meses evoluiu 1,6 ponto na mesma comparação, passando para 76,7 pontos. Os valores acima de 50 pontos indicam confiança, enquanto valores abaixo de 50 pontos apontam falta de confiança.

O índice que mede as condições atuais da economia brasileira cresceu 4,7 pontos, atingindo 78 pontos. Já o índice que mede a confiança dos entrevistados sobre as condições atuais da empresa caiu 7,3 pontos, indo para 85,8 pontos. O indicador de expectativas sobre a economia brasileira para os próximos seis meses retrocedeu 6,2 pontos, ficando em 67,1 pontos. O indicador de expectativas sobre a própria empresa para os próximos seis meses aumentou 5,6 pontos e atingiu 81,6 pontos.

Agência Brasil

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *