Tempo médio para abertura de empresas é de 63 horas

Tempo médio para abertura de empresas é de 63 horas

De acordo com dados da Receita Federal, referentes a dezembro de 2020, o tempo médio de todo processo de abertura de empresas no Brasil foi de 2 dias e 15 horas (cerca de 63 horas). Neste período foram contabilizados 47.025 solicitações em todo país. Em termos de comparação, em janeiro do mesmo ano o tempo médio para esses processos era de 4 dias e 8 horas e naquele mês foram pouco mais de 32,4 mil processos de aberturas.

Os números são resultado dos avanços tecnológicos implementados pela Redesim, sistema integrado que permite a abertura, fechamento, alteração e legalização de empresas em todas as Juntas Comerciais do Brasil, simplificando procedimentos e reduzindo a burocracia ao mínimo necessário.

Desde 2006, quando a Redesim foi implantada, o uso da tecnologia tem facilitado a vida do empreendedor, que não precisa mais percorrer os corredores de diferentes órgãos para conquistar o alvará e o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). O cruzamento eletrônico de dados, a geração eletrônica de documentos e a disponibilização de consultas diretamente nos órgãos, permite o funcionamento quase que imediato das empresas.

“A tecnologia na gestão pública melhora o ambiente de negócios nos estados, tornando mais competitivo aqueles que investem em sistemas que desburocratizam a criação de novos negócios. Há também uma facilitação para a formalização de empresas, que já estão atuantes. Consequentemente, esse movimento aumenta a arrecadação dos estados e gera mais empregos, criando um ciclo virtuoso”, explica James Matos, diretor da Vox Tecnologia, empresa responsável pelo SIGFácil , sistema que faz a integração e o gerenciamento da Redesim em 11 estados, atuando em mais de 1.700 prefeituras e integrando as informações das secretarias da fazenda, juntas comerciais, bombeiros, órgãos ambientais e sanitários.

Entre os estados que lideram o ranking de agilidade na abertura de novas empresas, os três primeiros colocados – Goiás, Sergipe e Paraná – são atendidos pelo SIGFácil.

“A RedeSim deu a base legal e diretrizes para integração de processos e entidades. Entretanto ela em si não é um sistema. O SIGFácil faz exatamente isso. O cidadão faz seus requerimentos, envia documentações e vê o resultado das suas demandas nessa interface. Do outro lado do sistema estão os órgãos envolvidos que recebem as demandas e analisam a legalidade dos pedidos”, explica Matos.

Além de fazer a ponte entre os órgãos, o SIGFácil é responsável por armazenar dados, fazer consultas, garantir que as diretrizes sejam cumpridas da maneira mais eficiente para o cidadão. A ideia final é o contribuinte abrir uma empresa sem sair de casa e com menos papel e burocracia possíveis.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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