Estoques de suco de laranja estão em queda

Estoques de suco de laranja estão em queda

Levantamento realizado por meio de auditorias independentes junto a cada uma das empresas associadas à CitrusBR e, posteriormente consolidado sigilosamente por auditoria externa, mostrou que os estoques físicos de suco de laranja em poder das empresas associadas à CitrusBR em 31 de dezembro de 2020 somaram 678.967 toneladas. Esse volume indica uma queda de 20,5% em relação às 853.778 toneladas existentes na mesma data de 2019.

O mesmo levantamento indica que os estoques globais de FCOJ Equivalente brasileiro em posse das associadas da CitrusBR em 30 de junho de 2021, data que marca a passagem de safra, estão projetados em 272.979 toneladas. Se confirmada, essa estimativa representará uma redução de 42% em relação às 471.138 toneladas existentes em poder das empresas associadas à CitrusBR em 30 de junho de 2020.

“Essa redução já era esperada principalmente por causa da bienualidade negativa, ou seja, ano de safra pequena, aliado aos efeitos da seca que assolou o cinturão citrícola ano passado e que resultou numa quebra de 30% na oferta de fruta”, explica o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.

A compilação mostrou que o processamento total de laranja no Cinturão Citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro na safra 2020/2021 está estimado em 215.641.333 caixas de laranjas de 40,8 quilos, uma queda de 33,6% em relação às 325.077.912 processadas na safra 2019/20. Desse volume, 198 milhões de caixas correspondem às empresas associadas à CitrusBR e 17.633.333 caixas a empresas não associadas.

Ao se descontar o total de caixas produzidas segundo estimado pelo Fundecitrus, ao redor de 269,01 milhões de caixas, do total processado por indústrias associadas e não associadas à CitrusBR é possível estimar o mercado interno de fruta in natura em cerca de 53,4 milhões de caixas de 40,8 quilos.

O rendimento industrial médio para a safra 2020/2021 está estimado em 263,70 caixas de 40,8 quilos para a produção de uma tonelada de FCOJ equivalente. Para empresas associadas à CitrusBR, estima-se um rendimento industrial de 262,94 caixas de 40,8 quilos para a produção de uma tonelada de FCOJ 66 Brix Equivalente. 

Para empesas não associadas, estima-se um rendimento industrial de 272,58 caixas de laranja de 40,8 quilos para a produção de uma tonelada de FCOJ equivalente. Dessa forma, a projeção é de que a produção total de suco de laranja na safra 2020/21 seja de 817.744 toneladas de FCOJ Equivalente, o que representa uma redução de 32% em relação às 1.202.702 toneladas produzidas na safra 2019/20.      

Histórico de estoque em toneladas, em 31 de dezembro dos respectivos anos

2020:                   678.967 

2019:                  853.778

2018:                  601.939

2017:                  702.941

2016:                  497.383

2015:                  728.885

2014:                  1.002.038

2013:                  1.046.465

2012:                  1.144.372

Histórico de estoque em toneladas, em 30 de junho dos respectivos anos

2021:               272.979*

2020:               471.138

2019:               253.181

2018:               342.967

2017:               107.387

2016:               351.567

2015:               510.393

2014:               534.529

2013:               765.924

2012:               662.452

*Projeção

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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