Exportações de calçados em janeiro são as mais altas desde abril de 2020

Exportações de calçados em janeiro são as mais altas desde abril de 2020

Embora com queda em relação a janeiro de 2020, as exportações de calçados no primeiro mês do ano indicam melhora nos índices desde abril do ano passado. No mês passado, foram embarcados 9,73 milhões de pares, que geraram US$ 60,93 milhões, incrementos de 5% em pares e de 2,1% em valores na relação com o mês imediatamente anterior, mas com queda de 22,2% em volume e de 33,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, destaca que a queda em relação a janeiro do ano passado é explicada pelo fato de que naquele mês de 2020 as exportações ainda não registravam impacto da pandemia do novo coronavírus.

“A base de comparação é muito alta para os padrões que assumimos a partir do avanço da pandemia, que se deu a partir de março. Então, é provável que nos próximos dois meses ainda registremos valores inferiores aos de 2020”, projeta o dirigente. Por outro lado, o executivo mantém a expectativa de crescimento a partir do primeiro trimestre, terminando o ano de 2021 com uma performance 14,9% melhor do que no ano passado. “Existe uma recuperação em andamento”, frisa.

Destinos

O principal destino do primeiro mês do ano foi os Estados Unidos, para onde foram embarcados 950 mil pares por US$ 13,36 milhões, quedas de 18,8% em volume e de 30,8% em receita na relação com o mesmo mês de 2020.

O segundo destino foi a França, para onde foram exportados 508 mil pares por US$ 4,82 milhões, quedas de 35,5% e de 27,8%, respectivamente, ante igual ínterim do ano passado.

O terceiro destino do mês foi a Argentina, com o registro de 516,77 mil pares e US$ 3,8 milhões, incremento de 15,8% em volume e queda de 20,6% em receita na relação com o primeiro mês do ano passado.

Importações também cresceram

Assim como as exportações, as importações de janeiro alcançaram o maior patamar desde abril passado, mesmo tendo caído tanto em volume (-28,%) quanto em receita (-47%) em relação a janeiro de 2020. Na relação com dezembro de 2020, o incremento foi de 43,8%. No período foram embarcados 1,98 milhão de pares, pelos quais foram pagos US$ 21,8 milhões. “Existe uma tendência de incremento das importações de calçados, especialmente asiáticos, conforme o mercado doméstico brasileiro se recupera”, informa Ferreira. 

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações do primeiro mês somaram US$ 2 mihões, queda de 11% em relação ao mesmo período de 2020. As principais origens foram Paraguai, China e Vietnã. 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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