Veja quais são os 5 erros que levam os contribuintes a caírem na malha fina

Veja quais são os 5 erros que levam os contribuintes a caírem na malha fina
Ao contrário do que muitos pensam, cair na Malha Fiscal do imposto de renda não é necessariamente uma vergonha, nem significa que alguém cometeu um crime fiscal. “Ocorre que este é um procedimento de verificação da Receita Federal, no qual ela cruza as informações disponibilizadas pelas declarações, atuando como uma ‘peneira’ na hora de revisar dados equivocados e com pendências”, explica Mariana Oliveira, diretora executiva da NTW Contabilidade de Marília (SP).

Segundo a especialista, ao encontrar uma divergência, o sistema analisa a declaração profundamente a fim de chamar o contribuinte para correções ou abrir uma investigação. “No último caso, são erros mais graves e passíveis de multas ao declarante”, diz ela.

Existem alguns erros mais comumente cometidos pelos contribuintes na hora de declarar seu imposto de renda. Mariana listou cinco equívocos e ensinou também a maneira correta de preencher o documento em cada caso:

1 – Esquecer de declarar salários de antigos empregos

Caso você trabalhe em mais de uma empresa em um ano, ou faça trabalhos extras, é essencial declarar os salários de todos. Lembre-se de que o Fisco recebe essas informações das duas instituições. Ao não informar o mesmo, o leão pode identificar a sonegação e te causar grandes dores de cabeça.

2 – Informar valores sem precisão

O que simples centavos significam para você? Alguns valores parecem pequenos, mas podem te colocar em saia justa com a Receita Federal. “Sua declaração deve ser cuidadosamente realizada, incluindo todos os valores recebidos e os seus números depois da vírgula”, enfatiza Mariana.

Quem tem imposto retido na fonte, precisa ter ainda mais atenção, já que essas receitas recebem mais atenção da Receita. Em alguns casos, as pessoas não agem de má-fé e cometem erros de digitação. Portanto, verifique todos os dados antes de enviar a sua declaração.

3 – Não se atentar às despesas dedutíveis

Sabemos que alguns gastos podem ser deduzidos na declaração do IR, mas muitas pessoas pecam por desconhecerem quais valores podem ser declarados. Por exemplo, as despesas médicas não têm um valor limite para a dedução; por isso, alguns contribuintes acabam inflando as suas declarações ao incluírem pessoas que não são suas dependentes – o que gera divergências no sistema.

Custos relacionados à educação não podem ser esquecidos também, mas apenas os gastos com ensino infantil, fundamental, médio e superior podem ser deduzidos. “Valores pagos em mensalidades de cursos extracurriculares não entram”, afirma Mariana.

4 – Omitir investimentos ou rendimentos

Alguns tipos de investimentos não têm incidência do imposto de renda, como por exemplo os rendimentos de fundos imobiliários, quando se trata dos rendimentos distribuídos pelo fundo.
 
“O que é importante lembrar é que, quando o assunto é o valor das cotas, se houver um ganho de capital por meio de suas vendas, os fundos imobiliários não são isentos e são tributados à alíquota de 20%”, ensina a executiva. Ela lembra que mesmo quem apenas comprou cotas de fundos imobiliários já é obrigado a apresentar declaração anual de ajuste, que deverá ser entregue até o último dia útil de abril do ano calendário.

5 – Não recolher imposto sobre ações

O perfil de investimento do brasileiro ainda é conservador, mas muitos já começam a se aventurar em modalidades sem ser a poupança, como as ações e outros fundos de investimentos. Mas é essencial lembrar que eles precisam constar na declaração do IR.

Quem tem ganho líquido em ações superior a R$ 20 mil em um mês deve pagar o imposto dessa operação no mês seguinte. Essa obrigatoriedade passa despercebida por muitos investidores. Ao decorrer de um ano, é possível acumular grande quantidade de pendências, esquecer-se delas na hora de declarar o IR e cair na malha fina.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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