Caminho inverso: como fortalecer as vendas offline?

Caminho inverso: como fortalecer as vendas offline?

Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) em parceria com a Neotrust|Compre&Confie mostram que em 2020, foram realizados mais de 301 milhões de pedidos online, um crescimento de 68,4% em relação ao ano anterior. A projeção é que o faturamento desse setor cresça mais 18% em 2021. O relatório Global Outlook 2021, da Mastercard, aponta que 46% dos brasileiros aumentaram o volume de compras pela internet durante a pandemia e 7% realizaram uma compra online pela primeira vez.

Segundo o especialista em marketing e estratégia de negócios Frederico Burlamaqui, esse crescimento traz ensinamentos para quem deseja fortalecer suas vendas físicas. “A facilidade e rapidez das compras online podem ser colocadas nas compras físicas. É preciso criar uma experiência de compra completa, para que o cliente se sinta seguro e confiante para repetir a experiência”, afirma.

A presença do cliente permite que o negócio ofereça diferenciais que não estão no mundo online. “A capacitação da equipe de vendas é essencial para fidelizar o cliente. Se ele consegue tirar suas dúvidas e entender que o vendedor pode ajudá-lo a decidir pela melhor compra, ele cria um vínculo de confiança com o estabelecimento”, explica.

O vendedor de hoje precisa estar treinado para explicar sobre o produto, seus diferenciais, sua localização na loja e as diferenças entre marcas e modelos. “O cliente que vai até uma loja física espera que o vendedor esteja disponível e instruído para sanar suas dúvidas. Outro ponto que merece destaque é a honestidade: mostrar as características reais do produto, sem esconder possíveis problemas, cria uma relação verdadeira entre o cliente e consumidor”, lembra.

O especialista diz que muitos negócios, na tentativa de reduzir custos, acabam diminuindo seus serviços prestados. “Hoje vemos mercados em que o próprio cliente empacota suas compras. Mas se você fizer online, chega empacotado em casa. São pequenas ações, como o cuidado e atenção com o cliente, que transformam a experiência dentro da loja e fidelizam o cliente para visitas recorrentes”, sugere.

O cadastro completo dos clientes permite também ações de fidelização. “Você pode enviar uma mensagem perguntando se acertou no presente, se a receita deu certo, ou avisando que aquele produto em falta já chegou”, aconselha. A disponibilidade e acesso rápido ao produto também é um grande diferencial da compra física. “É possível estender o horário de atendimento conforme a demanda, oferecer uma degustação de algum produto, criar um canal de comunicação para antecipar a compra, como o WhatsApp, por exemplo. Ações que fazem com que o cliente sinta que a loja é um facilitador da sua rotina”, completa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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