Produtores estão otimistas com a venda de flores e plantas para o Dia das Mães

Produtores estão otimistas com a venda de flores e plantas para o Dia das Mães

Os produtores de flores e plantas estão otimistas com o Dia das Mães, que será comemorado no próximo domingo, dia 9  O comércio permanecerá aberto nesta semana que antecede a data, as produções previstas para a ocasião já foi toda colhida e os atacadistas, gardens centers, supermercados e floristas já realizaram a compra antecipada de 75% dos produtos disponibilizados para a ocasião, considerada a mais importante para a floricultura nacional por representar 16% do faturamento anual do setor.

O movimento foi intenso essa semana da Cooperativa Veiling Holambra, cujo pátio interno comporta cerca de 8 mil carrinhos. Assim, milhares de flores estão sendo transportadas já há cerca de 15 dias para todo o Brasil. Para atender o Oiapoque, cidade mais ao Norte do país, as flores e plantas enfrentam uma jornada de quase 3 mil quilômetros (2.989 km) de estradas. Até o Chuí, no extremo Sul, são 1.745,5 km. Tudo para garantir que todas as mães recebam flores frescas, lindas e duráveis.

A expectativa é que as vendas para o Dia das Mães tragam um respiro financeiro para o setor, considerando que, no Dia da Mulher, o fechamento do comércio em todo o país praticamente provocou forte impacto nas vendas e muitas flores e plantas acabaram sendo trituradas.

“Estamos estimando um aumento de 15% nas vendas em relação a 2019, pois perdemos a referência de 2020, quando as lojas só reabriram uma semana antes do Dia das Mães e muitos, por medo das perdas, não investiram na data. Apesar do mercado animador, não recuperamos nem produto, nem volume e nem o prejuízo que sofremos desde o início da pandemia”, analisa o CEO da Cooperativa Veiling Holambra, Jorge Possato Teixeira. Além disso, o setor ainda sofre com a proibição da realização de eventos, como casamentos e formaturas, proibidos há mais de um ano. A decoração representava, antes da pandemia, cerca de 30% do faturamento do setor, segundo dados do Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura.

Flores preferidas

O Dia das Mães contempla uma gama enorme de flores e plantas comercializadas. Em termos de vendas, as rosas e orquídeas são líderes em suas categorias de corte e de vaso, respectivamente. Contudo, a data acaba potencializando a venda de todos os produtos. Mas é muito difícil apontar apenas algumas espécies, uma vez que cada região do Brasil tem suas características culturais e existem flores e plantas para o gosto pessoal de cada um, assim como o jeito de ser de cada mãe: alstroemérias, antúrios, kalanchoes, begônias, azaléias, gérberas, lírios e tulipas, cúrcumas, celósias, sansevierias, suculentas e cactos em geral.

Vale lembrar que as flores são sazonais e que existe um mix de cerca de 300 espécies (criadas pela natureza) e mais de 2.500 variedades diferentes comercializadas pela Cooperativa Veiling Holambra (criadas pela natureza ou pelos melhoristas por cruzamento genético). Com todas suas formas, cores e apresentações, o Veiling trabalha com cerca de seis mil itens diferentes, embora todos os anos novas variedades são lançadas no mercado, desenvolvidas pelos breeders (melhoristas). Com o tempo, algumas deixam de ser produzidas.

Produção leva mais de um ano

Não é fácil a logística da produção e distribuição de flores. A Ecoflora, maior produtora de orquídeas do Brasil, por exemplo, produz nas fazendas de Holambra e Mogi Miriam cerca de 70 mil vasos por semana (280 mil por mês e cerca de 3,5 milhões por ano). Para que as flores estivessem no ponto exato para chegar ainda em botão na casa das mães brasileiras, essas orquídeas ganharam vida há quatro anos, em 2017, com a produção das em laboratórios na Ásia e na Europa. Após a chegada ao Brasil, foi preciso mais um ano e meio de cultivo para que elas pudessem ser comercializadas para o Dia das Mães.

“Muito antes do mundo saber que vivenciaríamos a epidemia da Covid-19”, lembra Rodrigo Del Alamo, gerente de produção da Ecoflora. “Especialmente para a data, estamos produzindo mais de meio milhão de orquídeas, quantidade que representa um crescimento de 20% em relação ao ano passado e que aumenta a produção de uma semana (70 mil vasos) três vezes”, informa. A Ecoflora já começou o plantio para o Dia das Mães de 2022.

O produtor Renê Vernoy aposta nos cyclamens, pois essas delicadas flores têm floração no inverno, entre março e outubro e são muito indicadas para a decoração de interiores. “Levamos um susto em março, com quedas de 50%, no Dia Mulher, com ao fechamento do comércio devido a segunda onda da pandemia. No entanto, resolvemos segurar os preços. Estamos sentindo que o mercado está comprador para o Dia das Mães e que vamos vender o que planejamos”, comemora, antecipando que, terminando a colheita esta semana, já será iniciado o plantio para o Dia das Mães de 2022, pois o ciclo de cultivo dessa flor leva quase um ano, da chegada das mudas ao período de oito meses nas estufas. “Teremos um cyclamen bicolor para o ano que vem”, anuncia, Renê, a novidade.

 

 

 

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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