Indústria têxtil e de confecção apresenta recuperação

Indústria têxtil e de confecção apresenta recuperação

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2021, em relação a igual período de 2020, a produção têxtil cresceu 30,9% e a de confecção, 27,6%. Nos últimos 12 meses, registrou-se avanço de 7,2% no primeiro segmento e queda de 10,8%, no segundo. Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), observa que esses números, assim como os dados do PIB nacional no primeiro trimestre, que surpreenderam positivamente, mostram haver espaço para retomada econômica este ano.

Pimentel observa que, já considerando o mês de abril, a produção do segmento têxtil apresenta desempenho muito próximo do patamar de 2019. A confecção, porém, ainda está bem abaixo do desempenho que apresentou no período pré-pandêmico.

O presidente da Abit pondera que, apesar dos números positivos do PIB trimestral, a retomada efetiva do crescimento dependerá da continuidade e avanço das reformas estruturantes, principalmente a tributária e a administrativa. “É fundamental criarmos um ambiente de negócios melhor”. Na sua avaliação, ainda há um grau elevado de incertezas, derivado da persistência da pandemia, da necessidade de avanço mais rápido da vacinação, da preocupação com o baixo nível dos reservatórios de água e risco de racionamento de energia elétrica, bem como da agenda de modernização e adequação do arcabouço legal à demanda premente do aumento de competitividade da indústria e da economia.

“É preciso considerar, ainda, que quanto mais formos nos aproximando das eleições de 2022, será maior o impacto do quadro político no humor da economia, na confiança dos empreendedores e dos consumidores e nas decisões de investimentos”, frisa o presidente da Abit, alertando: “Não podemos continuar desperdiçando chances, pois o Brasil, na última década, cresceu 0,3% ao ano, ou seja, pouco mais de 3%, enquanto o mundo teve expansão superior a 30%. Desaprendemos de como promover a expansão do PIB de modo continuado e sustentável”.

Para Pimentel, um país como o Brasil, com imenso potencial, não pode almejar nada menos do que crescimento de 4% por ano. “Para isso, exige-se taxa de investimento superior a 20% do PIB, mas ainda estamos bem aquém disso”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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