Pandemia e distanciamento social estimulam formação de poupança involuntária

É o que mostra pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) realizada com a população economicamente ativa das classes A, B e C em todo o país. O impacto da pandemia e do distanciamento social sobre a forma como os brasileiros economizaram dinheiro foi tão significativo a ponto de 7% deles – ou algo próximo a 2,5 milhões de pessoas – afirmarem que guardaram porque “não tinham onde gastar”.
“A pesquisa mostra o impacto importante que o fenômeno da poupança involuntária ou forçada teve por conta das restrições impostas pela quarentena. Todas as demais estratégias de planejamento financeiro caíram proporcionalmente. À medida que as restrições da quarentena diminuam e a vida volte ao normal, será interessante ver o quanto dessas mudanças ficam como legado e em que medida elas serão abandonadas, com as pessoas retomando os hábitos pré-pandemia”, avalia Marcelo Billi, superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima.
Compras desnecessárias
A segunda maior fonte de economia em 2020 foi a não realização de compras desnecessárias, apontada por 24% das pessoas que conseguiram guardar algum dinheiro. Em 2019, o item liderava entre os gatilhos para economia, com 47% das respostas.
O controle das despesas e a reserva de parte do salário do mês vieram na sequência, apontados por 19% e por 11%, respectivamente, como formas de economizar em 2020. Ambos apresentam queda em relação ao levantamento anterior, quando os dois itens foram apontados como justificativas para a economia por 34% e 35%, respectivamente, das pessoas que guardaram algum dinheiro em 2019.
Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro
Esta é a quarta edição da pesquisa Raio X do Investidor, realizada pela ANBIMA em parceria com Datafolha. As entrevistas aconteceram entre 17 de novembro e 17 de dezembro de 2020, com 3.408 pessoas economicamente ativas, que vivem de renda ou são aposentadas, de 16 anos ou mais, pertencentes às classes A, B e C, nas cinco regiões do País. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.








