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Produção industrial cai em 9 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

A produção industrial recuou em 9 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), na passagem de março para abril, com destaque para Bahia, com queda de 12,4%, e para a região Nordeste, que recuou 7,8%. Os resultados, divulgados nesta quarta-feira (9) pelo IBGE, mostram que o baixo desempenho do setor de derivados do petróleo afetou as indústrias locais. A produção nacional caiu 1,3% em abril frente a março, como divulgado pelo IBGE na semana passada (2).

Ao todo, cinco locais estão acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020: Minas Gerais (10,2% acima); Santa Catarina (7,2%), Paraná (6,4%), Amazonas (4,4%) e São Paulo (3,4%).

“O resultado de abril é explicado pelo agravamento da pandemia de Covid-19, com medidas restritivas mais duras que resultaram em diminuição ou escalonamentos na jornada de trabalho, o que atinge a produtividade”, explica o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

Local com maior queda em termos percentuais, a Bahia viu esse comportamento da indústria refletir de maneira mais relevante no setor de derivados do petróleo. A queda de 12,4% é a maior para o estado desde abril de 2020 (-23,4%), momento mais agudo da pandemia e das medidas restritivas. É a quinta taxa negativa, que resulta em um acumulado de -31,8%.

A região Nordeste também foi afetada pelo resultado negativo do setor de derivados do petróleo, afirma Bernardo. Outro setor que influenciou negativamente a região foi o de couro, artigos de viagens e calçados. “Cabe lembrar que o cálculo do Nordeste abrange todos os estados, ou seja, o desempenho da Bahia também afetou”, lembra o pesquisador. É a quinta taxa consecutiva negativa para região, com queda acumulada de 17,1%.

Estado com maior parque industrial do país, São Paulo também apresentou queda acima da média nacional, com recuo de 3,3%. “Muito por conta do baixo desempenho também do setor de derivados do petróleo, além dos setores farmacêutico e de outros produtos químicos”, elenca Bernardo. Goiás (-3,6%), Pernambuco (-2,4%), Santa Catarina (-2%), Ceará (-1,2%), Mato Grosso (-1,1%) e Minas Gerais (-0,9%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas em abril.

Nas altas, destaque para Amazonas (1,9%), que marcou a segunda taxa positiva consecutiva acumulando ganho de 11%. No estado, o setor de derivados de petróleo apresentou bom desempenho. O Rio de Janeiro também teve alta (1,5%) e foi a principal influência positiva do resultado nacional, impulsionado pelo setor extrativo, mais especificamente, a extração de petróleo. Espírito Santo (0,9%), Pará (0,3%), Rio Grande do Sul (0,3%) e Paraná (0,2%) foram os demais resultados positivos de abril de 2021.

Em relação a abril de 2020, 12 locais apresentam alta

Na comparação com abril do ano passado, cujo crescimento nacional foi de 34,7% em abril de 2021, 12 dos 15 locais pesquisados tiveram alta. Bernardo destaca que os resultados positivos foram influenciados pela baixa base de comparação, já que o setor industrial foi bastante pressionado, em abril de 2020, pelo isolamento social por conta da pandemia da COVID-19. Tanto em 2020 quanto em 2021, abril teve mesmo número de dias úteis (20).

Amazonas (132,8%) e Ceará (90,2%) tiveram os maiores avanços. Paraná (55,1%), Rio Grande do Sul (53,8%), Santa Catarina (50,5%) e São Paulo (45,5%) também registraram taxas acima da média da indústria. Outros locais que apresentaram alta foram Minas Gerais (32,5%), Pernambuco (31,4%), Espírito Santo (26,1%), região Nordeste (20,2%), Rio de Janeiro (10,3%) e Pará (6,0%).

Dentre os três locais que registraram taxa negativa, a Bahia (-10%) teve a maior queda. Goiás (-8,7%) e Mato Grosso (-2%) completam a lista de recuos de abril de 2021 contra abril de 2020.

 

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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