Construção civil recebe 20 mil toneladas de aço da Turquia

Construção civil recebe 20 mil toneladas de aço da Turquia

Um carregamento de 20 mil toneladas de aço importado da Turquia chegou ao Brasil na semana passada, no porto de São Francisco do Sul. Trata-se de uma iniciativa da Cooperativa da Construção Civil do Estado de Santa Catarina (CooperconSC) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), reunindo pedidos de 137 empresas de 8 estados brasileiros.

Os altos preços do insumo no mercado nacional motivaram a ação, que teve o intuito de garantir o abastecimento do material com um valor mais competitivo. Com a importação, o custo para os construtores ficará cerca de 20% abaixo do mercado nacional. Em parceria com a CBIC, no final de 2020 a CooperconSC captou empresas interessadas em adquirir o aço importado e, no final de fevereiro, chegaram ao montante de 20 mil toneladas.

“A carga chegou ao porto, foi descarregada e nacionalizada. Agora iniciamos as entregas para todas as empresas que participaram desse primeiro lote de importação de aço. Seguimos firmes no projeto de garantir o abastecimento de materiais de alta qualidade, de acordo com todas as normas brasileiras e com custo cerca de 20% abaixo do mercado nacional”, destacou Roberth Meinert, gestor da entidade.

Para José Carlos Martins, presidente da CBIC, esta iniciativa mostrou a capacidade de realizar importação em maiores lotes e com a agilidade que a indústria da construção precisa. “A preocupação central das empresas é a disparada do preço do aço nos últimos tempos. É preciso provocar um choque de oferta no setor, com estímulos à entrada do insumo importado no mercado brasileiro”, destacou.

O presidente do Sinduscon Joinville, Bruno Cauduro, lembra que a falta de insumos e os sucessivos aumentos impactaram na produtividade do setor e refletiram no custo final dos imóveis. “Com o mercado imobiliário aquecido, é fundamental que o abastecimento de materiais esteja normalizado, com preços estabilizados e cumprimento nos prazos de entrega. A estratégia das empresas de se juntarem para fazer compras, por meio de cooperativas, aumenta o poder de negociação e possibilita a manutenção dos negócios e dos lançamentos, inclusive para as pequenas e médias empresas, garantindo também a manutenção de emprego e geração de renda.” 

Tratativas para a compra do aço 

Pelo baixo volume de atendimento e os elevados preços do aço no mercado interno, a CooperconSC, apoiada pela CBIC, avançou no projeto de viabilizar a importação de aço CA-50 da Turquia.

“Após aprovação por toda diretoria realizamos a homologação de usinas na Turquia e o processo de certificação no Inmetro tanto da usina quanto da CooperconSC como importador, tornando assim nosso material da marca SC 50 totalmente de acordo com as normas ABNT e 100% de acordo com processo da Portaria 73/2010 do Inmetro. Também obtivemos, por meio da Receita Federal do Brasil, o Radar Ilimitado para realizar importações de qualquer valor”, explicou Meinert.

As entidades já fecharam um segundo lote de aço importado, com mais um navio de 20 mil toneladas, que deve chegar em setembro deste ano, e estima abrir a captação de volumes para um terceiro lote com data prevista de entrega do material em novembro.

“Ainda visualizamos demanda no mercado para fechar dois ou três navios para entrega ainda em 2021. O mercado continua pressionando por agilidade na entrega de aço para cumprir seus cronogramas de obras em andamento e, principalmente, poder voltar a efetuar lançamentos de novos empreendimentos que já estão com projetos aprovados, mas que com a falta de insumos, principalmente aço, além dos elevados reajustes, já notamos uma redução no ritmo da construção civil no país”, informa Meinert.

Pleito da CBIC 

A CBIC apresentou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia uma solicitação de redução da tarifa de importação do aço. Além disso, esteve com o ministro Paulo Guedes mostrando que, se nada for feito, o consumidor e o próprio governo vão pagar a conta desse aumento de custo, que deverá ser repassado ao preço final das obras.

“Reduzir os preços significa permitir a continuidade da demanda na construção civil e a consequente geração de emprego e renda. Um país que precisa melhorar sua economia e tem uma série de problemas sociais não pode se furtar de tomar medidas que vão resultar em benefícios socioeconômicos”, disse Martins.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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