Financiamento de Priore e Requip inviabilizam Sesc e Senac

Financiamento de Priore e Requip inviabilizam Sesc e Senac

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), se a verba para a criação das novas iniciativas de estímulo ao emprego, propostas pelo governo no âmbito da Medida Provisória nº 1.045/21, saírem do Sistema S, as instituições de formação profissional do País não conseguirão manter as suas atividades. Segundo a CNC, os serviços prestados atualmente pelas instituições atendem a sociedade de uma forma mais ampla do que as previstas no Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego (Priore) e no Regime Especial de Qualificação e Inclusão Produtiva (Requip).

De acordo com Leandro Domingos (foto), vice-presidente Financeiro da Confederação, preocupa o fato de que os recursos destinados aos programas atuais do Sesc e Senac, por exemplo, que contemplam toda a sociedade, sejam direcionados apenas para atender os jovens entre 16 anos e 29 anos. “Mais da metade (53%) da demanda de formação e capacitação profissional atendida pelo Senac é composta por pessoas com mais de 30 anos”, afirma Domingos. “Fazer isso é tirar a verba de programas que já funcionam com muita eficiência e eficácia e redirecionar para programas ainda incertos e que geram muitas dúvidas.”

Estruturas físicas em risco

Cálculos financeiros realizados por técnicos do Sistema S apontam uma situação extremamente difícil para as entidades, caso o projeto seja colocado em prática. “Os custos com ensino gratuito, na configuração que se apresentam, inviabilizarão, em curto prazo, as instituições formadoras do Sistema S, que não possuirão recursos sequer para custear as atividades e manter as estruturas físicas”, alerta Domingos.

A CNC vem defendendo, desde o início do ano, medidas como a MP 1.045, que instituiu o Novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, extremamente importante por conta da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, e também os projetos de inclusão produtiva, como o Priore e o Requip. Porém, a Confederação entende que a decisão mais acertada seria utilizar outra fonte de financiamento para a viabilização dos programas que não o Sistema S.

O vice-presidente Financeiro da CNC reforça que grande parte da força de trabalho atuante no Brasil passou pelos cursos de formação e capacitação profissional do Sistema S. “Nossas instituições são patrimônio da nação brasileira, que têm atuações exemplares, relevantes e reconhecidas pela sociedade há mais de 75 anos”, afirma Leandro Domingos.

Para o vice-presidente Financeiro da CNC, quem defende propostas como essas jamais entrou em uma unidade do Sistema S ou leu relatório de sua produtividade, já que demonstra total desconhecimento da atuação dessas instituições em todo o território nacional. “Afirmo com convicção que, se não fosse o Sistema S, a situação socioeconômica do Brasil seria bem pior do que a que se apresenta hoje. Desmontá-lo será um erro irreparável”, reforça Domingos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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