Ouro Verde registra crescimento do lucro líquido em 42,2% no primeiro semestre

Dois anos após a aquisição da Ouro Verde pela Brookfield, investidora e gestora global de ativos, a companhia apresenta os reflexos positivos desta parceria. A Ouro Verde realizou no 2T21 o maior investimento trimestral da sua história: R﹩ 402,9 milhões, contra R﹩ 142,9 milhões no 2T20. Os aportes no primeiro semestre de 2021 somam R﹩ 694,4 milhões, superando o total investido no ano passado, que foi de R﹩ 694,1 milhões. Os investimentos foram impulsionados pelo aquecimento do mercado de gestão e locação de veículos – segmento em que a Brookfield atua apenas no Brasil.
Como resultado desse movimento, a frota de veículos leves e pesados da companhia teve crescimento de 34% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 28.998 veículos, representando R﹩ 2,5 bilhões em ativos sob gestão.
“O volume significativo de novos contratos em segmentos com alta demanda de terceirização e a renovação com clientes estratégicos, nos permitiram investir fortemente na expansão da nossa frota, o que resultará em crescimento de receita e rentabilidade para a companhia. Além disso, aportarmos recursos em melhorias, desenvolvimento dos sistemas de informação, ferramentas de gestão, reforçamos as equipes comercial e de cargos executivos para suportar o crescimento de forma sustentável”, afirma Claudio Zattar, CEO da Ouro Verde.
Serviços impulsionam receita e lucro
A receita líquida de serviços da companhia foi de R﹩ 159,2 milhões no 2T21, um aumento de 15,1% quando comparado anualmente. Já a receita operacional líquida alcançou o valor de R﹩ 220,3 milhões, sendo R﹩ 159,2 milhões referentes à receita de serviços de locação de máquinas e equipamentos pesados e à terceirização de veículos leves. O restante, R﹩ 61,1 milhões, corresponde à receita de venda de ativos.
“Com o volume relevante de novos contratos de locação, o lucro líquido consolidado no 2T21 foi de R﹩ 39,2 milhões, com crescimento de 190,4% em comparação com o 2T20. No 1S21 em relação ao 1S20, o lucro líquido consolidado foi de R﹩ 15,2 milhões, crescimento de 42,2%. Já o lucro líquido recorrente, no 2T21, foi de R﹩ 25,1 milhões, crescimento de 53,2% em relação ao 2T20. No comparativo com o mesmo semestre de 2020, o lucro líquido recorrente foi R﹩ 25,0 milhões, crescimento de 205,1%”, destaca Ricardo Pereira, CFO da Ouro Verde.
O EBITDA consolidado cresceu 23,9% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R﹩ 115,7 milhões – margem de 72,7% em relação à receita líquida de serviços. No 1S21, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o EBITDA consolidado foi de R﹩ 185,3 milhões, um crescimento de 17,9%. O EBITDA recorrente, na comparação entre o 1S21 e o 1S20, o crescimento foi de 17,4%, com R﹩ 189,6 milhões. No 2T21, o EBITDA recorrente registrado foi de R﹩ 117,8 milhões, crescimento 23,3% em relação ao 2T20.
Já a receita de venda de ativos atingiu R﹩ 111,3 milhões no 1S21, com queda de 14,6% em relação ao 1S20, principalmente devido à redução das vendas de veículos leves no período, em função do menor número de unidades desmobilizadas neste semestre, consequência das prorrogações contratuais para a entrega de novos veículos, devido à diminuição de produção das montadoras. Na comparação trimestral, a receita de venda de ativos totalizou R﹩ 61,1 milhões, com queda de 11,7% em relação ao 2T20.
“A Ouro Verde reforça a flexibilidade da companhia para continuamente criar soluções que atendam às necessidades de seus clientes, mesmo com a falta de novos veículos produzidos pelas montadoras, durante o cenário pandêmico”, sinaliza Zattar.
Com objetivo de financiar o forte ritmo de crescimento das operações, a Ouro Verde realizou a sua décima emissão de debêntures, no valor de R﹩ 300 milhões, no segundo trimestre deste ano. Atualmente, a companhia tem apenas 3,2% da dívida bruta no curto prazo. O endividamento líquido subiu 16,9% na comparação com o 1T21, totalizando R﹩ 1,5 bilhão no 2T21.
“Com a entrada do novo sócio controlador em 2019, desenvolvemos um modelo de negócio único, adaptado ao contexto do mercado, que nos permite manter a base de clientes e impulsionar o potencial de desenvolvimento da Ouro Verde. Estamos posicionados adequadamente para capitalizar as tendências e oportunidades geradas pela ampliação dos negócios de gestão de frota no país. Devemos seguir crescendo em linha com o crescimento do mercado”, conclui Zattar.








