Mudança é sinônimo de ‘perrengue’ para mais da metade dos brasileiros

Mudança é sinônimo de ‘perrengue’ para mais da metade dos brasileiros
 Pesquisa inédita realizada pelo QuintoAndar , em parceria com a Offerwise, revela que a maioria dos brasileiros passa por pelo menos algum ‘perrengue’ ao se mudar de casa – aqueles problemas que são uma dor de cabeça antes, durante ou depois do processo todo. O levantamento mostrou que as fases mais complicadas são aquelas antes da mudança em si: da busca pelo imóvel e a assinatura do contrato. Quase 40% têm dores de cabeça nesse período ‘pré-mudança’, sendo que o ‘pós’ também não é fácil para cerca de 24% das pessoas.

As dificuldades começam antes mesmo da mudança, com a demora no processo de análise dos documentos é o problema em mais da metade (55%) dos casos. Falta de documentos ou comprovantes e demora na entrega das chaves aparecem logo na sequência, prejudicando a experiência de 42% e 31% das pessoas. A expectativa de perrengue é tão grande que 37,1% dos entrevistados afirmam que teriam se mudado antes se o processo não fosse tão burocrático.

A mudança em si também é uma intensa fonte de dor de cabeça para as pessoas. Limpar, embalar os móveis, o transporte e tirar tudo das caixas se torna sinônimo de problema para 62% das pessoas. Para 46%, o problema é encontrar um lugar ideal para deixar os itens da mudança. Já o famigerado carreto, ou transporte para o novo lar, é a dor de cabeça de 40% dos entrevistados.

E os perrengues não acabam quando as caixas começam a ser abertas – 27% das pessoas contam que antes de comemorar o novo lar, tiveram surpresas desagradáveis. Problemas hidráulicos, como vazamentos, são a principal dificuldade encontrada em uma nova casa para quase metade (47%) dos entrevistados. Além disso, complicações com a rede elétrica e barulho dos vizinhos aparecem logo em seguida, afetando 35% e 30% das pessoas, respectivamente.

Jovens sofrem mais com perrengues de mudança

A pesquisa mostrou que os jovens entre 18 e 24 anos são aqueles que mais têm problemas na hora de se mudar. No total, 58% desse grupo acaba enfrentando alguma dificuldade nessa etapa, contra apenas 40% das pessoas com mais de 55 anos. Além disso, quase 12% dos jovens informaram que tiveram “muita dificuldade” com mudanças, contra apenas 4% do grupo com mais de 55 anos que responderam a mesma coisa.

Ainda assim, os mais jovens são os mais decididos na hora de escolher para onde se mudar: 14% encontraram sua nova casa em menos de uma semana. Em compensação, 18% das pessoas entre 35 a 44 anos demoram mais de seis meses para encontrar o imóvel ideal.

Pandemia foi o pior inimigo das mudanças

A maioria das pessoas que se mudaram durante a pandemia (52%) diz que sentiram os efeitos do contexto atual ao longo do processo – em particular os mais jovens. Para 45% dessas pessoas, houve mais cuidado na limpeza, e para 37%, mais atenção no contato com profissionais contratados ao longo do processo. Na faixa com mais 55 anos, 50% adotaram mais cuidados na contratação e no contato com profissionais terceiros.

Os homens foram os que disseram ter sentido menos receio em se mudar durante a pandemia. Enquanto 37% das mulheres disseram ter sentido algum (ou muito) medo durante a mudança, 41% dos homens afirmaram que não tiveram medo nenhum.

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Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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