Tecnologia faz agroindústria reduzir o consumo e se livrar das multas de energia elétrica

Tecnologia faz agroindústria reduzir o consumo e se livrar das multas de energia elétrica

Você já reparou como a vida é “alimentada” pela energia elétrica? Na verdade, o invento de Benjamin Franklin está praticamente em tudo o que fazemos no dia a dia: aparelhos de ar condicionado, geladeira, lâmpadas, aquecedores, chuveiros, computadores, carregadores de celular… E com os reservatórios em baixa, e as contas de luz tão em alta, ser um consumidor consciente não é mais opção – e sim necessidade.

A utilização de energia elétrica no Brasil somou 474.231 GWh em 2020. O volume, segundo dados da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), corresponde a uma queda de 1,6% na comparação com o consumo de energia em 2019. Só que, mesmo com essa economia, o Brasil continua mal posicionado no ranking dos países que mais combatem o desperdício, como mostra o Conselho Americano para Economia Eficiente de Energia. Ao todo, de 25 países com maiores consumo de eletricidade, o Brasil encontra-se na 20ª posição. E o troféu de “maior vilão” da improficuidade energética vai ao segmento industrial, que demanda 30% da energia produzida no País.

Para reverter essa realidade, a aposta está em painéis elétricos, que controlam as oscilações de potência elétrica dos equipamentos: os bancos capacitores, cujo objetivo é trabalhar a eficiência energética. O engenheiro eletricista e CEO da Engerey Painéis Elétricos, Fábio Amaral (foto), explica o funcionamento: “O nosso sistema de energia é composto pela energia ativa, que é utilizada para acender uma lâmpada ou acionar um motor, por exemplo, sendo a mais convencional. Essa energia é responsável pelo “trabalho” da máquina, ou seja, a energia que é consumida durante o funcionamento e execução de uma tarefa. Há também a energia reativa, também necessária para fazer a magnetização dos transformadores e motores”.

Quedas de tensão

Além da energia reativa não ser de fato consumida, ela circula entre a carga e a estação geradora, sobrecarregando o sistema e promovendo quedas de tensão, ocasionando acidentes e gerando multas na conta de energia. De maneira geral, quanto menor for o fator de potência, maior será a energia reativa e quanto maior o fator de potência, menor será essa energia. “Então, a melhor maneira para neutralizar essa energia reativa é instalando um banco de capacitores na rede, alterando assim a característica da carga e aumentando o fator de potência”, salienta Amaral.

A economia de energia com o uso dos bancos de capacitores se dá em duas vertentes: a primeira e mais importante diz respeito à extinção da multa de 30 a 40% no valor da fatura, que é aplicada pelo excesso de energia reativa e pode chegar até 30% da conta de energia [em outras palavras, em uma conta de R$10.000,00 a multa pode chegar a R$3.000,00]. Segundo: a indústria aumenta sua produção, não sendo necessário trabalhar em horas extras e nem fazer ampliações em sua estrutura. “E há ainda racionamento para as concessionárias, que não têm que fazer novos investimentos, nessa época de escassez de energia, utilizando a energia sobressalente para outros consumidores”, comenta Amaral.

O custo para a instalação de bancos de capacitores é extremamente acessível. O tempo para que ele mesmo “se pague” gira em torno de seis a oito meses. A partir daí é só rentabilidade. Via de regra, as empresas desconhecem o banco de capacitores porque, geralmente, a fatura de energia vai para o setor administrativo, que simplesmente põe no “contas a pagar” e realiza o pagamento. Ou seja: não há uma análise. E, se na fatura está descrito “excedente reativo”, isso significa que o consumidor está pagando multa.

De acordo com a Normativa Nº 414, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), consumidores do grupo A (indústria e comércio) são autuados caso o fator de potência [calculado na relação entre energia ativa e energia passiva] esteja abaixo de 92%. Quanto menor a porcentagem, maior é o consumo de energia reativa no sistema.

Instalação

A instalação de um banco de capacitores funciona da seguinte forma: uma equipe técnica visita a planta onde as máquinas estão instaladas e gera um relatório de consumo energético, com medições da real necessidade capacitiva da empresa e como o banco de capacitores deve atuar no sistema elétrico do empreendimento. “O banco de capacitores é um equipamento primordial para a indústria. É importante que esses painéis elétricos sejam certificados e atendam minuciosamente todas as normas necessárias. Isso certamente vai garantir um consumo de energia eficiente, e claro, uma boa economia na conta de luz”, finaliza o diretor da Engerey.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *