5 dicas para cuidar da saúde mental no retorno ao trabalho presencial

5 dicas para cuidar da saúde mental no retorno ao trabalho presencial

Especialista aponta a comunicação como ferramenta importante no processo de readaptação 

O retorno às atividades presenciais nos escritórios, mesmo que ainda de forma híbrida, tem exigido readaptação por parte da liderança e dos colaboradores. Deixar a família em casa, enfrentar o trânsito, se acostumar com as novas regras de convivência social estão entre os desafios da rotina pós-quarentena.

Essas mudanças podem contribuir para intensificar os problemas de saúde mental, muitos originados na pandemia, agravando situações de estresse e ansiedade, podendo fragilizar o sistema imunológico e debilitar o equilíbrio mental.

De acordo com Lucio Costa, superintendente médico da It’sSeg, a comunicação será uma ferramenta importante e necessária para auxiliar no processo de readaptação ao escritório. “A volta ao trabalho presencial é um benefício importante para retomar esse equilíbrio. Será fundamental que líderes e liderados estejam em diálogo constante para entender como está essa fase de adaptações, sobretudo com a rotina familiar”, aponta. “Atentar-se à saúde mental é um dever de todos. Aprendemos lições importantes sobre o cuidado com o nosso psicológico durante a quarentena e não podemos esquecê-las nesse momento”, completa.

Confira abaixo cinco dicas para cuidar da saúde mental no retorno ao trabalho presencial:

1 – Dialogue

Uma boa comunicação no trabalho contribui para criar um ambiente favorável à troca de ideias e opiniões, ao surgimento de novas soluções, e até mesmo estratégias para um determinado projeto, por exemplo. Conversar ajuda a mente a ficar ativa, estimulando o processo criativo.

2 – Exponha seus sentimentos

Relatar o que está sentindo pode ajudar o outro a entender a situação pela qual você está passando. Procure alguém de sua confiança e fale sobre seus medos, angústias, preocupações e limitações. Sofrer calado pode intensificar o que está sentindo.

3 – Preste atenção nos comportamentos

A comunicação não verbal é um aspecto muito importante e deve ser levada em consideração nas interações no local de trabalho. Atentar-se ao tom de voz, aos olhares e expressões corporais (gestos e posturas) de uma pessoa pode mostrar se ela está precisando de ajuda.

4 – Ouça o outro

Estar aberto para escutar o outro de forma genuína, acolhendo o que lhe é falado, sem julgamentos ou críticas, é essencial para criar conexões entre as pessoas e uma rede de apoio mútuo.

5 – Seja empático

Especialmente em meio aos momentos de mudança, preze pela empatia. Saiba compreender as dificuldades de adaptação do outro e procure se colocar à disposição para ajudar com a nova organização.

“É por meio da comunicação que as pessoas expressam como lidam com seus sentimentos, emoções e frustrações nas diferentes áreas da vida, inclusive no lado profissional”, explica a Dra. Camila Magalhães, cofundadora da Caliandra Saúde Mental. “Existem variadas formas de linguagem e cada uma delas consegue atingir um determinado efeito ou resultado. Por isso, é fundamental estarmos atentos ao comportamento do outro, no sentido de poder ajudá-lo”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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